Que coisa vergonhosa, que gente vulgar! Depois de uma semana da palhaçada com Nossa Senhora, o show de patifarias do hospício que este país se tornou foi acrescido de mais algumas decisões absurdas de juízes militantes, que já não fazem a mínima questão de disfarçar sua parcialidade.
Em que canto do mundo um juiz se atreve a querer controlar os movimentos de uma câmera de TV? Como os condutores do debate evitariam que os candidatos se referissem à ausência de um dos convidados? Teriam que cortar a palavra de quem o fizesse, num inédito sistema de censura on-line?
E a tentativa de forçar a participação de um candidato que não tem esse direito por falta de representatividade? Ainda mais quando este é um desqualificado agressivo, que passou dias ofendendo a emissora e cuja única missão, totalmente assumida a essas alturas, seria avacalhar o evento para tentar prejudicar aquele que pode, se eleito, acabar com toda essa sujeira?
Não por acaso, os outros três convidados coincidiram em seu diagnóstico da situação. Para Cury, as atitudes da banda podre do Judiciário nos deixam à beira de "um colapso da democracia". Zema destacou a corrupção desses militantes de toga e a "vergonha nacional" por eles representada. E Caiado, que ultimamente era quem mais andava em cima do muro, acabou proferindo as palavras mais incisivas:
"Destruíram o processo eleitoral no país (...) Acredito que eles querem chegar a um ponto que é a ditadura de toga. Provavelmente, querem se reunir entre eles para decidir quem deve ser o presidente da República."
Até entre os jornalistas, com exceção do chorume representado por Danielas, Sakamotos e Reinaldas, a consternação foi a norma. Depois de sete anos de olhos fechados para os absurdos cometidos a partir da descondenação do maior corrupto de nossa história, eles subitamente perceberam que também podem ser vítimas dos abusos da banda podre. A Folha, veja só, chegou a falar em "censura" do debate!
E assim chegamos ao final da campanha oficial do primeiro turno com as cartas na mesa. Claro que todos temos a esperança secreta de que o eleitor brasileiro mande embora o lixo que hoje governa o país no próximo domingo, mas a realidade é que os milhões que só querem mais bolo no seu balde tornam isso praticamente impossível.
O que aconteceu até aqui foi só um aperitivo do que veremos nas próximas três semanas. E talvez até mais tarde, pois se o resultado final lhe desagradar é quase certo que a banda podre usará a criatividade para tentar anular a partida. É difícil, é vergonhoso, mas é o que temos para o momento.

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