Virou página de humor. Olha só o que ela escreveu: "A dívida pública brasileira não caminha para bater no muro. Mas parece..." Ou seja, tudo que existe é uma sensação de que a dívida é excessiva, causada pelos "números brutos" e pela "intensidade de debate em torno do tema". Nem preciso dizer quem é ela, certo?
Bobagens e mentiras como essa, publicadas pela imprensa tradicional, têm ainda mais força a nível internacional, pois quem vive no exterior tende a ver o país através de seu jornais. Foi assim que uma reportagem não assinada da The Economist publicou um perfil em que Renan Santos aparece como um líder comparável a Milei.
Bem que ele queria, mas nós sabemos quem Milei apoia no Brasil e conhecemos os limites e a podridão do Dirceuzinho. O pessoal da sede da Economist não sabe, seu leitor menos ainda, dá para ocupar um espacinho em branco da revista. De mais irônico fica o título em que Charlinho é chamado de dark horse.
Não haverá azarão no resultado final desta eleição, só na parte dela reservada aos que não chegarão ao segundo turno. E o dark horse dessa turma é Augusto Cury, que, como prevíamos, ultrapassou os concorrentes com facilidade com apenas duas chicotadas em sua montaria, uma na TV, outra nas redes.
Agora alguns se perguntam até onde ele é capaz de crescer. Em geral são petistas que veem renascer em seus corações a esperança de que outro candidato derrote o bolsonarismo para ser depois derrotado pelo Lara. Mas essa é apenas uma sensação, o que Cury garante mesmo é a realização do segundo turno.
E o Toffoli, será que ele está pensando em aumentar a possibilidade do Lara vencer no primeiro turno ao ameaçar a candidatura da linha auxiliar do petismo? Acho que não, até porque em mais alguns dias o candidato deve colocar as questões levantadas em ordem e tudo voltará ao normal.
Creio que foi mais uma vingancinha pessoal. Lembremos que o Molusco considera Toffoli um traidor e trabalhou para derrubá-lo quando surgiu o escândalo do resort. Foi nessa época que o M13L, sempre de acordo com a chefia, organizou um protesto na porta do Banco Master em que o ministro era também achincalhado.
Depois a coisa respingou no Alexandre Coração e eles convenientemente esqueceram a sequência de protestos que haviam anunciado. Mas o Toffoli não esqueceu e deu seu troco agora, ao ver uma oportunidade. Assim é nosso STF. E assim estamos ao iniciar o último mês antes da eleição.

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