domingo, 20 de setembro de 2026

Invasores

Uma notícia fala de uma região da cidade que é inundada por qualquer chuva mais forte. A outra diz: "Mostra-se a população da nossa capital refractaria á vaccina contra a variola. Não se justifica nem se compreende essa ogeriza ao meio mais pratico e mais seguro contra a invasão dessa enfermidade."

São exemplos do que se podia ler no Correio do Povo, de Porto Alegre, cem anos atrás. E quem os escolheu deve gostar de uma ironia, pois a mesma região continua a ser inundada por qualquer chuva mais forte e há gente que se recusa a tomar certas vacinas. A diferença é que os jornalistas de hoje colocariam a culpa em Bolsonaro.

Encontrei essas informações ao procurar alguma curiosidade sobre este 20 de Setembro, data em que uma força de 200 lanceiros tomou a ponte da Azenha e deu início à Revolução Farroupilha, em 1835. Mas não tinha quase nada, aparentemente o pessoal está tão interessado em desfile gauchesco quanto no dos milicos no dia 7.

Invasão

Acabei fazendo umas contas. Porto Alegre tinha na época 14 mil habitantes, um por cento da população atual. Mantendo a proporção, com uma tropa cem vezes maior, equipada com armas modernas, uma organização como o PCC ou o CV poderia tomar a cidade? Não duvido que pudesse.

Você pode dizer que hoje em dia é diferente porque a comunicação é instantânea e logo chegariam reforços de outros lugares. Mas o que aconteceria se os faccionados atacassem simultaneamente todas as principais cidades do país? De nada adiantariam aviões e artilharia pesada, o combate teria que ser urbano, rua a rua. 

Talvez isso pareça meio fantasioso, mas a realidade é que a invasão já está acontecendo em câmera lenta, com os bandidos ocupando áreas cada vez maiores de nossas metrópoles. A única coisa que nos deixa tranquilos é que nosso presidente garantiu que eles não são narcoterroristas.

Confissão

Com a reeleição de seu aliado no Executivo ameaçada, a banda podre do STF tem usado o beiçudo para atacar a atual cúpula do TSE e defender a sua substituição por nomes que, como aconteceu na eleição de 2022, passariam a beneficiar o candidato oficial e prejudicar o desafiante.

Ao tentar invadir o TSE na marra, o sapão praticamente confessa que eles influíram decisivamente na eleição passada e só veem chance de vitória se fizerem o mesmo nesta. Mas se você só aceita confissões explícitas ainda temos aquela: "Nós derrotamos o bolsonarismo."   


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