Toma cegueta! Você, que passou anos dizendo que os condenados pelo 8 de janeiro não podiam ser chamados de golpistas porque estavam desarmados, fique sabendo que a diligente equipe do ministro Moraes revisou as imagens daquele acontecimento e encontrou a prova definitiva de que isso é mentira.
Graças à bondade do nobre magistrado, o paranaense Jackson Uriel só precisava usar tornozeleira eletrônica pelos crimes de administrar dois grupos de zap e convidar pessoas para os protestos em Brasília. Mas então se descobriu que ele havia pegado em armas e o ministro precisou condená-lo a 14 anos em regime fechado.
Alguns ainda argumentarão que arma para dar golpe é coisa de metralhadora para cima. Mas se cassetetes como o brandido por Jackson não fossem eficientes, por que muitos policiais os portariam? Tudo depende de como o golpista pretendia usar o seu se não fosse contido a tempo pelas forças de segurança.
Numa possível sequência de eventos (felizmente abortada a tempo), bastaria que ele golpeasse um policial distraído e tomasse sua arma de fogo para que esta fosse usada para tomar a de outro policial e assim sucessivamente, até que houvessem armas de fogo para todos os golpistas e eles pudessem derrubar o governo.
Pode-se fazer muita coisa a partir de uma massa fanatizada e um simples cassetete. Como lembrou o mais filosófico dos ministros ao tomar ciência da decisão do peclaro colega: "É como dizia Aristóteles: me deem um ponto de apoio e uma alavanca que eu moverei o mundo."
Viajado e perigoso
Falando em condenados por golpe, enquanto aguardamos o juiz americano encarregado do caso do registro fraudulento dar nome aos bois, a Paula Schmitt recorda um tuíte de escreveu há quase um ano:
Segundo o advogado de Felipe Martins, Jeffrey Chiquini, "a ONG da qual Guilherme Amado é diretor recebeu R$ 400 mil em 2023 da USAID, às vésperas da publicação da matéria falsa que deu origem à prisão de Felipe Martins.
Também no ano passado, o então ministro Barrosa confessou que, durante o período em que presidiu o TSE (2020 a 2022), solicitou a interferência do governo dos EUA em nosso processo eleitoral. Quem interfere em 2022 pode voltar a fazê-lo em 2023, será que isso tem a ver com a demora do juiz?

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