quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Debates

Parece que vai ficar assim: os seus sabujos querem que o Lara participe do debate da Globo "para destruir o canalha que está se fazendo de bom moço", mas ele está reticente porque conhece seu telhado de vidro e receia que os outros dois convidados (Caiado e Cury) se unam a Flávio para atacá-lo.

Será uma pena, pois a ideia de só convidar partidos com o mínimo de representação exigido pela lei produziu uma boa composição. Teríamos um debate com dois protagonistas e dois coadjuvantes bem adaptados ao seu papel intermediário, Caiado (Kassab) com seu tradicional pé em cada canoa e Cury com seu discurso "paz e amor".

Sem o Descon, Flávio também não vai e abre-se o espaço para duas figuras que se tornaram bizarras. Zema porque mantém a candidatura, mas já não faz o mínimo esforço para promovê-la. Charlinho porque só tentará facilitar a produção de cortes destinados a manter a fidelidade dos membros de sua seita.


Falando na linha auxiliar do PT, parece que o seu exemplo de grupo organizado para disseminar conteúdos vindos do estrangeiro é o pessoal que fica divulgando os resultados dos sistemas de apostas internacionais. Isso é uma imbecilidade porque as pessoas agem por conta própria, sem combinação alguma, mas talvez a ideia do petismo fosse criminalizar essa divulgação para contê-la ao longo do segundo turno. 

Depois disso, no entanto, o partido dispensou o intermediário e entrou com um pedido de investigação dessas supostas influências. Não creio que isso vá descambar num golpe para anular a eleição, como muitos temem. Me parece mais provável que eles queiram desviar a atenção dos casos de corrupção do regime pt-stf e, novamente, evitar ao máximo a menção a um determinado assunto.

Esse pedido surgiu logo depois dos 14 países seguirem os EUA e classificarem nossos narcoterroristas como tal. E o objetivo pode ser constranger quem pretende seguir a mesma classificação, sugerindo que ele será acusado de subordinação a interesses estrangeiros. Com isso eles diminuiriam a discussão sobre um tema popular e defenderiam mais uma vez seus queridos meninos.


Voltando aos debates, tivemos um com os candidatos a senador. Esse negócio ficou muito mal parado e devia ter sido resolvido antes, pois corremos o risco de dividir os votos da direita por três e acabar elegendo pelo menos uma candidata de esquerda. Como dominar o Senado permitindo essa situação num estado como São Paulo?

Muitas coisas podem ser decididas nos últimos momentos, mas faltam apenas dez dias para o primeiro turno da eleição.



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