Basta o gráfico para ver quem é o responsável pela roubalheira do INSS. Após variarem num certo padrão de Dilma a Bolsonaro, os descontos dos aposentados sobem como foguete assim que o Lara ganha a eleição e assume o poder, só voltando a baixar quando o escândalo é descoberto e o Lulinha foge para a Espanha.
É evidente que antes podia haver um ou outro desconto indevido, mas a explosão de irregularidades só aconteceu depois que o descondenado alterou regras para favorecer a atuação de sindicatos responsáveis pela malandragem, um dos quais passou a ter como vice-presidente o falso frei, seu irmão.
Com esse histórico, a CPMI do INSS só precisava de um relator honesto e eficiente para chegar às óbvias conclusões. E esse foi Alfredo Gaspar, que apresentou o relatório-final sem que os petistas pudessem contestá-lo.
Mas se eles não podiam negar os fatos, podiam ao menos tumultuar. Foi o que pensaram os desclassificados Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, que em meio à apresentação do relatório anunciaram que haviam protocolado uma notícia-crime em que denunciavam Gaspar por estuprar e engravidar uma menina de 13 anos.
Gaspar reagiu energicamente, pedindo até exame de DNA, e logo se viu que tudo era falso. Não houve estupro algum e quem engravidou a moça foi um primo dele, que se dá bem com a filha nascida daquela relação e só não a reconhece oficialmente porque ela foi registrada pelo marido da mãe e o respeita como pai.
Com a recente escolha de Alfredo Gaspar para vice de Flávio Bolsonaro, a desonesta imprensa de esquerda voltou ao caso e tentou apresentá-lo como duvidoso. Mas foi pior para eles, porque Gilmar Mendes precisou sair de cima da reclamação de Gaspar contra os dois mentirosos.
Para protelar mais um pouquinho, Gigi deu 15 dias de prazo para que Soraya e Lindinho expliquem melhor o assunto. Afinal, se eles chegaram ao ponto de fazer uma denúncia formal devem ter conhecimento de alguma coisa importante que o mundo não sabe, não é mesmo?
Assim, Soraya e Lindinho estão agora na situação da Patrícia Campos Mello, que inventou a lenda dos zaps hipnóticos e depois (!) saiu desesperada em busca de provas que não existiam. Acabou passando vergonha quando Hans River, sua alegada testemunha, a desmentiu no momento decisivo.
Patrícia só não saiu tão por baixo porque Hans também declarou que ela havia oferecido favores sexuais em troca de um falso testemunho e várias militantes de redação usaram isso para sepultar o assunto dos zaps lançando, com fingida indignação, a carta da mulher ofendida pelo machista de plantão.
Os pilantras de agora têm 15 dias para inventar uma desculpa qualquer, mas acho que, mesmo oferecendo favores, será difícil Soraya encontrar um Hans River para chamar de seu. Lindinho então, nem pensar.

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