sábado, 29 de agosto de 2026

Mandou bem

Pelo desânimo do Consórcio se vê que a entrevista de Flávio Bolsonaro para a Globo foi boa. A previsível tentativa de apertá-lo com o "caso Dark Horse" esbarrou na igualmente previsível resposta: o financiamento do filme não envolve dinheiro público, mas um investimento particular numa empresa americana.

A Folha de hoje ainda insiste que "Flávio se nega a prestar contas sobre Dark Horse", fingindo não perceber que está solicitando algo absurdo (ou torcendo para que o leitor que ainda a leva a sério não perceba). 

Imagine a situação. Flávio teria que entrar em contato com os dirigentes da empresa estrangeira da qual não é sócio e convencê-los a lhe passarem informações que nem o fisco americano lhes solicita. E depois ainda teria que comprovar cada despesa que os militantes de redação julgassem eventualmente suspeita. Seria ridículo.

Afora isso, os globais ainda tentaram constrangê-lo com a história da condecoração ao policial exemplar que depois virou criminoso, uma imbecilidade tão grande que nem me ocorreu listá-la entre as possibilidades de ataque citadas ontem. 

Já comentei certa vez que eu tive um vizinho de bairro que um dia se descobriu ser membro de uma quadrilha de sequestradores. Posso fazer uma lista de pessoas que me pareciam legais numa época e depois se revelaram outra coisa. Todo mundo já passou por isso, você não pode prever o que cada um vai se tornar. 

Em suma, as pegadinhas que prepararam para equipará-lo ao pai da corrupção não o tiraram do eixo. E de resto, segundo dizem (não vi a entrevista), ele esteve entre bem e muito bem. Passou por esse teste, bola pra frente.


Vendo uns tuítes agora de manhã, acabei chegando ao X da Patrícia Campos Mello, que nem recordo de ter lido alguma vez, e descobri que ela me bloqueou. Também já fui bloqueado pela asquerosa Madeleine Lacsko e pela vetusta Tia Lúcia, ambas quando estavam sendo espancadas por vários comentaristas e cortaram todo mundo para escapar da pressão. E a Nina Lemos também me bloqueou.

Só mulheres, o que configura um caso clássico de womansplaining. Precisamos criar com urgência alguma lei para combater a misandria. 


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