quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Invasão

A maioria dos italianos não recebeu com festa os americanos que invadiram seu país para derrubar a ditadura (italiana) de Mussolini e a maioria dos franceses não fez o mesmo quando chegou a vez dos aliados invadirem a França e derrubarem a ditadura (francesa) de Vichy?

Sim e sim, as pessoas podem lutar e morrer por seus países em casos como o da invasão da Ucrânia, mas o patriotismo também pode se manifestar "ao contrário" quando o país está submetido à tirania opressora de um nacional e se tem certeza de que o invasor se retirará assim que o derrotar.

Isso é para dizer que o Mucio até pegou leve ao se referir à falta de condições materiais para enfrentar uma hipotética invasão americana. Na verdade o furo é mais embaixo, pois não faltariam militares e civis dispostos a ajudar os invasores a nos livrarem do regime eivado de irregularidades que hoje escraviza o país.

Alguém poderia argumentar que aqui não temos a revolta quase unânime de França e Itália no final da guerra e, portanto, se tivéssemos os equipamentos a que Mucio se refere, a metade da população que ainda apoia o desgoverno poderia lutar a seu favor. Mas existiria mesmo esse risco?

Não, porque as metades não são iguais. Começa que a dos defensores do regime tem mais mulheres e homens que pensam ser mulheres. E continua com a divisão de seu contingente em um pequeno grupo de aproveitadores que só sabe falar e um grande grupo de manipulados que não sabe nem escrever.

Este último pessoal poderia teoricamente reagir, pois para lutar não é necessário um QI muito elevado. Mas Trump poderia neutralizá-los facilmente oferecendo-lhes vantagens como, por exemplo, um acréscimo de 50 dólares nas bolsas até o fim do ano. Se confiscasse o rebanho da JBS e lhes desse picanha, eles até o chamariam de painho.

Química

Após Trump mentir que o havia encontrado nos bastidores da ONU para obrigá-lo a parar de fugir, a imprensa do regime inventou a história da "química", segundo a qual o americano havia sucumbido ao charme do Lara e abandonado Bolsonaro e os demais perseguidos políticos para ficar bem com seu novo amigão. Imagine como está hoje a cabeça do gado que realmente acreditou nessa lorota.

Física

Se o médico dizer que a paciente precisa tirar a roupa para tratar de um problema psicológico, pode ter certeza de que ele não passa de um malandro. Pois foi mais ou menos isso o que eles fizeram ao retirar o gabinete que a recobre para mostrar os componentes físicos (o hardware) da urna eleitoral.

O possível problema da urna é "psicológico", é o software com que ela será alimentada. Mostrar seu interior para dar "transparência" ao voto que continuará inauditável é algo tão despropositado que você fica pensando qual seria o verdadeiro objetivo dessa medida. 

Na minha opinião, eles aceitaram que perderam a confiança de quem entende a necessidade do voto impresso e decidiram se concentrar em convencer os mais desinformados para ter ao menos alguns defensores do atual modelo. Claro que é absurdo dizer que o processo é seguro porque dá para ver a urna por dentro, mas se o gado acreditou na "química" por que não acreditaria nisso também?


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