sexta-feira, 31 de julho de 2026

Tragédia anunciada

Mostrando-se à altura de seu antecessor em termos de falsificação da realidade, o tal Durigan inventou a versão financeira da picanha com cervejinha e está tentando vender a ideia de que o Descondenado brecaria a gastança caso fosse reeleito para um quarto mandato.

O Lara não sabe administrar, sabe gastar. Tudo para ele se resume a comprar apoio, do banqueiro com a dívida crescente e o juro alto, do pobre com um auxílio qualquer, do político corrupto com o dinheiro surrupiado de algum lugar, dos correligionários com cargos desnecessários, da imprensa desonesta com publicidade estatal.

Se tivesse vencido em 1989 seu governo seria com certeza um desastre de que todos ainda lembrariam. Mas ele teve a sorte de pegar o país relativamente organizado por FHC e o boom das commodities, saiu gastando feito louco, se reelegeu apesar do Mensalão e empurrou a bomba que acabou estourando no colo de sua inepta sucessora.

Temer iniciou a recuperação que Bolsonaro acelerou apesar da pandemia e da feroz oposição dos prejudicados com a interrupção da sangria. Mas eles se organizaram e acabaram conseguindo que o malandro voltasse ao pote com mais sede do que antes, levando os impostos, os prejuízos estatais e os déficits a níveis inéditos.

E vem mais por aí, as alíquotas de impostos criados para sufocar empresas e cidadãos só serão definidas após as eleições. Ganha uma picanha com farofinha quem imaginar que elas aliviarão a situação de alguém e só não foram anunciadas agora porque o governo não quer se aproveitar de uma situação que o beneficiaria eleitoralmente.

Não citei a cervejinha porque nem ela vai escapar, seu preço subirá por conta do "imposto do pecado", a ser aplicado sobre tudo o que os burocratas decidirem que deve ser tratado como tal. Como mães zelosas, eles nos punirão se nos pegarem consumindo alguma guloseima não essencial.

Mas aí, segundo o sucessor do mentiroso Taxxad, o seu chefe, se reeleito, vai conter gastos para diminuir os juros, acabar com benesses indevidas, se preocupar com a saúde financeira das médias e pequenas empresas, agir como o governante fiscalmente responsável que nunca foi.

É claro que é muito mais provável o contrário. O sufoco já é imenso, mas o Brasil é grande o suficiente para aguentar mais quatro anos e o sujeito faria o possível para abandonar a vida pública distribuindo aparentes benefícios para todo lado. Depois é depois, a bomba estouraria no colo de outro, não lhe interessaria mais. 

Isso para não falar do saque dos companheiros desesperados com o final da festa, do favorecimento à criminalidade, das questões dos costumes, da subordinação à ditadura chinesa e dos outros males que o lulopetismo já nos traz. O retorno do corrupto foi um desastre épico, dar-lhe mais quatro anos está mais para trágico. 


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