Os defensores dos "nossos" narcoterroristas amanheceram mais calmos. Talvez tenham apenas entendido que as pessoas normais não gostam de bandido, mas acho que isso também é efeito do susto que a turminha levou com o resultado do primeiro turno das eleições colombianas.
Desde que assassinaram o popular senador Uribe Turbay, do direitista Centro Democrático, os esquerdistas vinham cantando vitória. Todavia, como tem acontecido frequentemente mundo afora, a eliminação da direita mais próxima deles resultou no surgimento de uma mais radical.
Ao contrário do que anunciavam as manchetes de nossos jornais, o "ultradireitista" Abelardo de la Espriella obteve quase 44% dos votos prometendo bater na bandidagem terrorista à moda Bukele. Enquanto isso, o comunista Iván Cepeda, que quer "negociar" com os companheiros das FARC, teve que se contentar com pouco menos de 41%.
Concorrendo na vaga que seria de Uribe, Paloma Valencia chegou a 7%. Um número importante porque ela não é daquela falsa direita traidora, estilo PSDB ou MBL, que na hora decisiva ajuda a esquerda. Seguindo o exemplo da turma do Macri, que apoiou Milei no segundo turno, ela já anunciou que trabalhará pela eleição de Espriella.
Juntando os votos de Espriella e Valencia já dá 50%. E os candidatos que ficaram em quarto e quinto lugar somaram mais de 5% e são considerados de centro, de modo que mais alguns votinhos para a direita seus eleitores devem dar. O segundo turno está marcado para o próximo dia 21, dia da final da Copa de 1970.
Gol do Equador
Eu não tinha entendido a acusação de que o Equador interferiu na eleição de ontem. Pensei que era mais uma doideira do Petro, mas o fato é que ele tem razão. O que aconteceu é que a Comunidade Andina das Nações, uma espécie de mini-Mercosul, exigiu que o Equador retirasse as tarifas aduaneiras sobre produtos colombianos.
Obrigação lembrada, obrigação cumprida. Mas o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou a derrubada das taxas numa videochamada ao lado de Espriella, como se estivesse fazendo um favor pessoal para este. Quer dizer, foi mais ou menos como o Trump atribuindo ao Flávio a classificação de nossas facções como terroristas.
De presidentes a Reyes
Como eles sempre fazem, Cepeda nega ter relações com as FARC, a maior organização narcoterrorista da extrema esquerda continental, participante ativa do Foro de São Paulo. Mas esses contatos são confirmados pelos arquivos encontrados no computador de Raúl Reyes, líder das FARC eliminado em 2008.
Isso nos permite lembrar que esses arquivos também escancaravam as relações das FARC com o PT e o Lara. Este tentou negar, como eles sempre fazem, mas há entrevista gravada em que Reyes confessa ter conhecido o pai do Lulinha numa reunião do Foro. E há um vídeo em que Chávez confirma esses encontros.
Na época a internet era fraquinha e nossa imprensa jogou a sujeirada para baixo do tapete. Mas agora nós temos grupos terroristas que traficam drogas e dominam territórios como as FARC. E eles mantêm parcerias com as FARC na Amazônia. E o PT e a falsa direita continuam atacando quem procura aliados para combatê-los.

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