quarta-feira, 27 de maio de 2026

Vai ser terrorista mesmo

Enquanto ele vai de joelhos, rastejando, para implorar ao presidente americano que não declare organizações como CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário, eu fui exatamente pedir a ele que declare CV e PCC como terroristas. Nós temos um em cada quatro brasileiros morando em áreas dominadas por facções criminosas que impõem suas próprias regras numa espécie de governo paralelo. E nós vamos libertar essas pessoas - esse é o desafio - fazendo sim acordos com países, não só os EUA, que queiram combater o crime organizado.

A primeira observação sobre essa declaração é que o carioca Flávio se refere a "CV e PCC", invertendo a ordem "PCC e CV" que me parece mais natural. Creio que esse é um caso de proeminência egocêntrica - tendência de todo falante a citar primeiro a si ou ao seu grupo - aplicada ao mundo do crime. O PCC é nosso, meo.

Mas o importante é que as coisas nessa área saíram como muitos de nós imaginavam. Ele disse que foi pedir a Trump que declare as organizações narcoterroristas como tal, traçou a linha que o separa do pilantra que se humilha para defendê-las, ressaltou que elas já governam amplos territórios e prometeu combatê-las sem trégua.

Parece óbvio que Trump atenderá ao seu pedido em breve. Na realidade, é o americano quem deve ter mandado armar o cenário para essa declaração após ter apertado o Molusco em sua última reunião e percebido que dali nada sairia contra a bandidagem. O vagabundo mentiu-lhe pela enésima vez e levou o troco com a entrega do desejo do povo nas mãos do seu adversário político. 

O tema é perfeito para ser explorado na campanha. O crime só aumentou com o retorno do Lara à presidência e ele jamais irá combatê-lo de verdade, tanto pelas ligações originais entre as facções e grupos da sua amada extrema esquerda como pela necessidade de manter o apoio eleitoral maciço dos criminosos.

E agora nós temos o exemplo de El Salvador, que talvez não possa ser implementado por aqui em sua totalidade, mas é uma referência a ser lembrada. Flávio e Eduardo já viajaram para lá em novembro, porém só falaram com os ministros responsáveis pela segurança. Quem sabe uma reunião com o Bukele depois da Copa?  

Tiveram que engolir

Como boa defensora do regime pt-stf, a mídia torceu para o encontro não acontecer antes e fez de tudo para tentar diminuir sua importância depois. No G1, por exemplo, a notícia mais destacada sobre o tema informa que uma foto de Flávio e Trump sentados numa mesa é fake, foi produzida por IA.

A ordem maior é falar pouco do assunto e logo deixá-lo de lado. Mas já é o segundo sapo gordo a ser engolido em poucos dias, logo depois da Zambelli, e eles também devem estar esperando que Trump declare as nossas facções como terroristas. Vamos ver que desculpa inventarão para tentar criticar a medida.

Jason não engoliu

Uma menção ao Jason Miller, que nunca esqueceu a sua detenção arbitrária no Brasil. O assessor de Trump fez questão de participar da entrevista de Flávio após o encontro e já saiu lembrando aos repórteres que Bolsonaro continua preso por motivos políticos. Melhor ainda se foi o Trump quem o mandou para lá.

Porta certa

Puxa, tinha esquecido! Flávio entrou pela porta da frente.



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