São duas PECs, uma em cada casa, que tratam do assunto. A mais dura, que foi proposta pelo atual desgoverno e corre no Senado, cria dificuldades para que militares da ativa concorram a cargos públicos, assumam postos na administração pública e até mesmo se manifestem em redes sociais.
A intenção parece clara. Com uma sólida militância construída ao longo de décadas, a esquerda, ao chegar ao poder, não precisa se preocupar com a falta de "quadros" para ocupar as vagas disponíveis. Eles podem até se dividir em grupos menores, mas mantém a fidelidade ao projeto maior e só fazem o que este autorizar.
Sem a mesma organicidade, outros governantes são obrigados a contar com pessoas inconfiáveis, que podem desviar recursos por conta própria, descumprir normas superiores e até trabalhar ativamente contra quem o contratou. E quanto mais o governante representa uma novidade, pior a sua situação nesse sentido.
Jânio talvez tenha renunciado ao sentir esse problema, mas Collor foi o grande exemplo dele. Consciente disso, a esquerda julgava que Bolsonaro seria facilmente derrubado da mesma forma. Mas ele deu uma volta na situação ao não lotear lotear a administração entre os que se diziam aliados e colocar militares em postos decisivos.
O cargo oficial até podia ser ocupado pelo indicado de um político, mas era o "nosso pessoal", como diziam os generais-administradores, quem autorizava a assinatura dos cheques. Como esse pessoal seguia a determinação superior e esta era de não roubar, o resultado foi um governo com zero casos de corrupção.
Se for eleito, é provável que Flávio volte a esse modelo e recorra aos militares normais, resgatando sua moral destruída pelos melancias e ressaltando, pela segunda vez, a diferença dos governos de direita com a roubalheira típica da esquerda liderada por um corrupto condenado em todas as instâncias.
Por isso eles andam preocupados e fizeram ontem a imprensa lembrar das duas PECs. Mas parece que elas estão guardadas no fundo de alguma gaveta e conseguir votos para alterar a Constituição não é fácil, ainda mais agora, praticamente no período eleitoral.
O exército da esquerda
Falando no assunto, os esquerdistas também têm suas forças armadas. Têm os melancias em altos postos nas armas tradicionais. E têm aquele pessoal informal e bem armado das organizações narcoterroristas, que já dominam amplas extensões do nosso território e da nossa população.
Hoje o descondenado estará defendendo seus meninos em Washington. Defenderá os quase 90% de votos diretos que tem no setor e podem ser decisivos numa eleição apertada, a proibição de seus adversários fazerem campanha nas áreas dominadas pelos CPX e até, talvez, a eliminação direta de alguém mais incômodo.
A longo prazo não conseguirá nada, eles serão declarados terroristas. Mas talvez obtenha um adiamento entregando tudo o que Trump pedir em troca.

Nenhum comentário:
Postar um comentário