Que papel ridículo o da nossa "grande imprensa" e de muitos que ontem invadiram o X para comentar suas "notícias". Duplamente ridículo, pois eles seguiram uma linha completamente imbecil até o momento em que foi anunciado que não haveria ataque ao Irã, e enveredaram por outra pior depois.
Hitley
A primeira fase foi a do Trump-Hitler, o genocida que cometeria crimes de guerra e destruiria uma nação. Jornalistas como a famigerada Elaine Canhotêde se perguntavam, com horror teatral, como a humanidade chegou novamente a esse ponto. Comentaristas exigiam o impeachment imediato do monstro sanguinário.
Faltava apenas reconhecer que a ameaça de Trump era con-di-ci-o-nal, pois bastava que os aiatolás se comprometessem a não atacar os navios que passam pelo estreito de Ormuz para tudo ficar bem. Imagine que maravilha se Hitler só ameaçasse quem agredia gratuitamente outras nações e ainda lhe oferecesse a opção de parar.
Você podia lembrar isso nos comentários. Mas não adiantava, o pessoal estava tão animado com a narrativa que só queria falar do Trump destruidor. "Como você pode aceitar que o cara vá matar 90 milhões de pessoas daqui a pouco?", perguntou um interlocutor tentando amolecer meu coração.
TACO
A segunda fase foi a do Trump-covardão, o cão que late, mas não morde ninguém. "Trump recua de novo" dizia o início do título estampado no site da Folha. Você ainda pode encontrar a matéria no Google, mas seu autor, o espertinho Igor Gielow, a alterou por volta da meia-noite, retirando algumas barbaridades iniciais.
Sua linha era a mesma dos outros: usando como desculpa uma vaga promessa de que os aiatolás deixariam os navios em paz, o bundão havia fugido da raia. Alguns chegaram a usar como fonte a declaração de vitória da imprensa iraniana, como se os jornais de lá tivessem liberdade para dizer outra coisa.
A realidade é que os aiatolás inventaram uma intermediação do Paquistão e uma negociação mais longa para manter as aparências, mas cederam às exigências imediatas de Trump para evitar o seu ataque. Só nossos "jornalistas" conseguiram ver nisso uma derrota e uma fuga do americano.
As duas coisas
No fundo, os militantes de redação pareciam todos decepcionados e furiosos. Você até poderia pensar que aqueles apelos humanitários eram falsos e o que eles queriam mesmo é que os aiatolás fincassem o pé e Trump matasse os 90 milhões. Ficaram indignados quando não rolou.
Mas não há de ser nada, para essa gente os fatos são apenas ornamentos que às vezes se usa para enriquecer a narrativa. Pode apostar que eles passarão a usar as ameaças de Trump como prova cabal de que ele é o novo Hitler, só não comete os mesmos atos do antigo porque é um covardão.

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