terça-feira, 7 de abril de 2026

Empacado

O antigo joguinho é a cara do que esse desgoverno faz com o povo brasileiro. Você perde o desafio caso troque as letras ao repetir bem rápido "paca, tatu, cotia não". E perde também se não enrolar a língua, pois basta o desafiante inventar que era para dizer "paca, tatu", mas "cotia não".

Nem as próprias pacas escapam dessa regra. Como a prestativa imprensa correu a informar, sua caça está proibida, mas as pacas criadas em cativeiro podem ser abatidas e ter sua carne vendida no açougue. Ou seja, basta você inventar uma reclassificação para a proteção legal ir para o espaço.

O assunto deve constranger os defensores da vida selvagem. Eles vivem em campanha contra o agronegócio que combate as pacas e normalmente usariam o episódio para fazer um escândalo. Mas como quase todos são petistas e quem matou o bicho foi o chefão, pensaram em suas ONGs e acharam melhor engolir a paca em silêncio.

Pior ainda deve estar o idiota que votou no descondenado para comer picanha com farofinha. Quatro anos depois ele vê que seu churrasco virou abóbora enquanto o do malandro passou a contar com uma carne mais cara. Vai ver que a promessa era uma espécie de "paca tatu, picanha não", o gado petista é que não entendeu.

Paca em fuga

A diferença supracitada levanta algumas questões. Como ficaria, por exemplo, a situação da paca que fugisse do criadouro? Ela ganharia uma carta de alforria e passaria a ser protegida como se tivesse nascido no mato? Ou poderia ser recapturada e acabar na panela da Janja?

De qualquer maneira, as pacas fugitivas precisam ficar espertas porque a lei que proíbe a sua caça não se aplica a todos os brasileiros. Quem for indígena ou "membro de uma comunidade tradicional", pode matar o animal que quiser. E, de "benzedeiros" a "catadores de mangaba", existem nada menos que 29 dessas comunidades no Brasil. 

Deu certo?

Claro que tudo envolveu uma tentativa de reposicionar a deslumbrada como uma esposa modesta e dedicada às coisas do lar. Não vai colar porque ela já avançou demais no modelo anterior, mas desta vez pelo menos ninguém ficou ressaltando a sua falsidade. Até que pra ela não ficou mal.

E ainda bem, para ela, que o afilhado teve que fugir para outro país. Já pensou se o cara fosse almoçar com eles e enrolasse a língua quando o pessoal começasse a brincar de "paca, tatu, cotia não"? Misturar "paca" com "tatu" em alta velocidade podia não dar muito certo.



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