O caso de Ramagem é exemplar por vários motivos. Ele fugiu antes da sentença, mas o fez saindo por Roraima, onde sua mulher é procuradora do estado, e com a ajuda do filho de um garimpeiro. Isso torna tudo mais grave, porque é um flagrante de promiscuidade ligando uma ex-autoridade do governo Bolsonaro com o garimpo.
Num texto longo para o seu padrão, a Leitoa tenta achar um modo de encaixar os fatos na narrativa que a atual PF apreciadora de uísque soltou e a turma do Consórcio comprou. E quando o enrolation chegou na parte acima eu tive que ler de novo para ter certeza do que a eterna terrorista havia escrito.
Se o Ramagem tivesse sido auxiliado pelo filho de um médico, isso seria "um flagrante de promiscuidade" do governo Bolsonaro com a medicina? O que tem a ver a profissão do pai com aquilo que alguém faz? E o que há de errado em ser garimpeiro, código 7114-05 na Classificação Brasileira de Ocupações?
O ridículo da argumentação ressalta como esse pessoal da mídia subserviente ao regime pt-stf age quando se trata de atribuir "crimes" a Bolsonaro ou seus auxiliares. Qualquer coisa serve, tudo é agravante de um ilícito que, quando você afasta a fumaça gerada pelo tom escandaloso, simplesmente não existe.
Eles sacramentaram essa desonestidade ao inventarem a "trama golpista". Não houve golpe, nem tentativa de (muito menos "atentativa"), não houve o ato que a lei exige. Mas uma trama pode envolver qualquer coisa, inclusive o que nunca foi crime, como conversas ou supostas intenções. Agora até o filho de um garimpeiro!
Não é só a cobra
Enquanto mantém um esperançoso pezinho na canoa em que o Ramagem será algemado e enfiado num avião para o Brasil, o Consórcio tenta consertar sua fake original apresentando versões que vão aos poucos alterando o assunto. A última segue a linha do "ele pode ser preso se...", o que, convenhamos, é válido para qualquer um.
Mas quem realmente se ouriçou com o assunto foi a petralhada que comenta no X. Não os bots controlados pelo partido que têm aparecido por lá ultimamente, quem voltou são os comentaristas reais que se recolheram depois que alguns de seus ídolos se revelaram tão corruptos quanto o chefão.
Voltaram com ódio, pedindo prisão imediata, vociferando contra os bolsonaristas e seus crimes. Crimes esses que podem ser de três tipos: o golpe, que não existiu; as rachadinhas, que até a justiça manipulada largou de mão; os imóveis, que a receita descobriria facilmente se tivessem sido adquiridos sem recursos declarados.
O tempo passa e as "graves acusações" contra os bolsonaristas não mudam. Nenhuma corrupção, nenhum milhão ou bilhão desviado, nenhuma mesada para filho, nenhum irmão ladrão, nenhuma festa com "modelos" no exterior. Os caras passaram quatro anos no poder e não encontraram nada contra eles.
Com exceção do filho do garimpeiro, é claro.

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