Passaram-se apenas dez dias, mas já ninguém mais fala da paca assassinada para o deleite do casal presidencial. Apesar de teoricamente protegida pelo Ibama, a coitada não teve nem o consolo de ser uma paca Herzog ou equivalente, se lhe déssemos um nome ela seria a paca Clezão ou paca Vicário.
Nem é preciso dizer que tudo seria diferente se o animal tivesse acabado seus dias na panela da Michelle Bolsonaro. O STF estaria exigindo nota fiscal e exame de DNA para comprovar a origem em criadouro, Caetano e Gil cantariam algo criativo como "temos que defender a natureza... paaacas / proteger a Amazônia... paaacas", e por aí afora.
Nem seria preciso dizer, mas a xaroposa Madeleine Lacsko escreveu hoje sobre isso. E lá no meio do texto tocou num ponto que passou batido: onde é que estava, num festivo almoço de Páscoa, o restante da família? Pensando nisso agora, acho que já mostraram a preparação do alimento para não mostrar os dois sozinhos na mesa.
A natureza foi sábia no caso dela, não permitindo que aquilo se reproduzisse. Mas a figura não teria um sobrinho que topasse almoçar com a tia primeira-dama? Fui dar uma olhada e ela tem um irmão chamado... Luís Cláudio da Silva, mesmo nome do enteado autor da "consultoria esportiva", irmão do que a chamou de puta.
Está explicado porque ela não convidou ninguém da família, o nome do seu irmão geraria essas associações, lembraria o caso da mesada da roubalheira do INSS etc. Mas e do lado dele? Mesmo esquecendo os meninos da Marisa, o pilantra tem a Lurian, a filha que assumiu depois de ser denunciado pelo Collor em 89.
Lurian beliscou seus carguinhos irregulares como qualquer petista, mas nunca se envolveu em grandes escândalos e tem filhos que já são jovens adultos. Nenhum deles estaria disposto a passar a Páscoa com o vovô presidente? Pois é, não tinha ninguém. Pra você ver como o cara é querido. Querido pacas.
Sozinho na urna?
Agora a pesquisa é da Genial/Quaest, ainda mais petista que o Datafolha. Divulgada agora há pouco, ela anuncia um segundo turno em que Flávio vence o descondenado por 42x40. Não mudou muita coisa porque no levantamento anterior eles apareciam empatados no 41, mas é um passinho na direção correta.
Segundo diz hoje uma colunista da Folha, seus amigos de esquerda estão de salto alto, achando que o calango é amado pelo povo. Ela recorda que eles pensavam que Bolsonaro seria facilmente batido em 2022. Mas também sobe no salto ao esquecer que as pesquisas "erram" invariavelmente a favor da esquerda. Que continuem assim.

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