Dizem que é culpa da "machosfera", dos Red Pills, dos misóginos que ficam ensinando os ingênuos meninos que capturam pela internet a tratarem mal as mulheres. E deve ser mesmo, mas o fato é que as tatuagens femininas estão sob ataque, principalmente a tatuagem de borboleta.
A lógica por trás da coisa é que a moça que se tatua com borboleta gosta de flanar livremente (ou libertinamente) por aí, parando hoje numa flor, amanhã numa mais exuberante e assim sucessivamente. Ou seja, para não sair do mundo animal, a tatuada com borboleta seria galinha.
Claro que a relação não é nada científica, mas a questão é que ela parece fazer sentido e pegou tração (como diria um antigo colaborador). Azar da menina comportada que só achava borboleta um bichinho fofo e da safada que queria se fazer de comportada, ambas estão vendo seu valor no mercado de relacionamentos sérios desabar.
E ambas estão tentando resolver a questão. Segundo corre por aí, a demanda para retirada de tatuagem de borboleta não para de crescer. O que eu acho meio perigoso porque sempre pode ficar um resquício comprometedor, talvez fosse melhor desenhar outra coisa por cima do bichinho.
Me lembro de ver uma vez na praia uma jovem muito interessante com um um cara muito estranho, mais baixo que ela, gordo, desajeitado, expressão de sonso. Na bela anca da querida uma tatuagem de coração ao lado de um borrão, a coitada teve que apagar o nome do ex a que tinha jurado amor eterno.
Voltando ao tema, também há moças revoltadas convocando as colegas a não retirarem suas borboletas e argumentando que elas são até úteis para afastar idiotas Red Pills. Mas muitas dessas guerreiras usam franjinha rivotril e o restante do look "socióloga da Nike", os Red Pills já não devem estar muito interessados. Nem os outros.
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Pior ainda é a correlação entre os influenciadores da machosfera e os feminicídios. Pior porque a imbecilidade é defendida na imprensa e vem junto com o pedido de mais "controle" da internet, de "educação preventiva" dos meninos na escola e, agora, com a tal lei sobre misoginia, de censura ao discurso dos homens em geral.
O interessante é que essas críticas admitem que os Red Pills conseguem seguidores porque mostram uma vida que praticamente todo garoto gostaria de ter, com dinheiro, carrões e... mulheres bonitas à disposição. As frangildas da imprensa (dizem que) não gostam deles, mas muitas mulheres - bonitas - gostam.
Não há nenhum segredo aqui, o jeitão ousado, decidido, atrai mulheres (inclusive as que vivem reclamando, da boca para fora, que só arrumam cafajeste). Nem o fato do cara enveredar pelo crime muda isso, está cheio de menina de classe média subindo o morro para namorar bandido e hoje, domingo, tem fila de dobrar quarteirão para a visita íntima no presídio.
É por isso que eu acho que deveria ser o inverso. Ao invés de educar os meninos deveriam ensinar as meninas a não darem atenção aos metidos, a fazerem fila na porta do curso técnico do SENAI, essas coisas. Se não pegassem ninguém, os Red Pills perderiam seus seguidores, todos os garotos seriam bonzinhos e o problema estaria resolvido. Nem precisava mais se preocupar com a tatuagem.

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