sábado, 28 de março de 2026

Eleitorado preferencial

A tática de culpar os Bolsonaro teve sucesso quando Trump puniu nossa falta de democracia com sanções comerciais. O petismo e sua imprensa saíram batendo na tecla de que empresas brasileiras e seus funcionários estavam sofrendo uma injustiça causada por traidores e a aprovação ao descondenado subiu durante algum tempo.

Não é por outro motivo que, em baixa nas últimas pesquisas, o ladravaz tenta ultimamente encontrar alguma nova maneira de se indispor com os Estados Unidos e se apresentar como defensor de nossa soberania (soberaniiiaaa!) contra os maus brasileiros aliados ao império opressor. 

O problema da estratégia primária é que os EUA não têm reagido afoitamente a palavras e atitudes como a expulsão do enviado Darren Beattie. E o problemão é que a disputa está sendo deslocada para o terreno da classificação, pelos EUA, de nossas organizações narcoterroristas como organizações narcoterroristas.

A Folha de ontem dizia que, de acordo com o New York Times, os Bolsonaro e seus aliados estavam por trás das pressões para que PCC e CV fossem tratados desse modo. Os petistas fazem força do outro lado, mas desta vez não lhes é nada fácil atacar seus inimigos políticos e defender as "empresas e os trabalhadores nacionais".

Ninguém aguenta a bandidagem que tomou conta do país e já domina - e aí já está a prova cabal de que esses grupos são terroristas - territórios e populações. Qualquer defesa dessas gangs tende a gerar o efeito contrário, aumentando a simpatia por quem incentivou que elas fossem devidamente castigadas.

Para piorar a situação do lulopetismo, a decisão dos EUA envolve apenas o que PCC e CV fazem em seu território. A possibilidade deles intervirem militarmente no Brasil por causa disso é um receio petista que neste momento está distante da realidade. Fica difícil convencer o povo de que é necessário defender os meninos da cervejinha.

Segundo a Folha, o NYT reconhece o dilema do pai do Lulinha e conclui que ele está entre a cruz e a espada. Mas a situação é ainda mais grave do que supõe o jornal americano, pois envolve diretamente a próxima eleição.

Como nós calculamos tempos atrás, há pelo menos 8 milhões de eleitores entre criminosos habituais e familiares que apoiam seus "negócios". Pela estatística dos presídios, 85% desse pessoal votou em Lule e 15% foi de Bolsonaro em 2022.

É uma questão matemática, se os demais eleitores tivessem votado como votaram e a vantagem petista nesse segmento caísse para 70x30, o vagabundo não teria sido eleito. O petismo depende eleitoralmente do apoio da bandidagem. Se ele não a defender da ameaça estrangeira pode ser punido com a perda do poder.

Mas se a defender abertamente perde apoio entre os idiotas que constituem o grosso do seu eleitorado, é claro. Essa é sua verdadeira "cruz e espada".


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