Não é segredo para ninguém que nós entramos na cabeça fraca do gado petista e o fizemos ter ojeriza pelas cores nacionais, a bandeira brasileira e a camiseta da Seleção. De vez em quando seus líderes vestem a Canarinho para dizer que ela é de todos e não pode ser "sequestrada", mas nem eles acreditam mesmo nisso.
Como não conseguem mais se identificar com a camiseta e nunca procuram o auxílio psicológico que poderia resolver esse problema, eles, no melhor estilo do alfaiate que ajusta o cliente à roupa, frequentemente sonham em resolvê-lo entortando o mundo para fazê-lo caber em seu molde deturpado.
Imbecis como a Milly Lacombe chegaram a sugerir que o país jogasse de preto em homenagem à raça negra que foi oprimida e blá, blá, blá. Mas o lance mais ousado desse jogo, certamente impulsionado pelo desgoverno, envolveu a tentativa de substituir a camiseta azul com que ganhamos a primeira Copa por uma vermelha.
O país reagiu e os malandros voltaram atrás. E na época o fabricante disse que não tinha problemas com a camiseta em si porque ela receberia a cor no último instante, mas precisaria adaptar as mangas e golas negras que combinariam com o calção da mesma cor porque eles eram terceirizados e já estavam sendo fabricados.
E foi o que eles fizeram. Como mostram as imagens acima, a nova camiseta azul tem as mangas e golas pretas como a da vermelha. E o calção do uniforme também é preto. Com a enorme mancha preta na frente e um azul escuro, faltou pouco para eles atenderem à pirada do UOL.
Do céu ao inferno
Para agradar de vez à esquerda e terminar de esculhambar com a tradicional camisa azul, a mancha preta frontal forma uma sombra que muitos estão associando a uma criatura das trevas, provavelmente um demônio patrocinador da censura, da prisão de inocentes, dos impostos escorchantes e da corrupção desenfreada.
Logo a camiseta "da cor do manto de Nossa Senhora", como disse Paulo Machado de Carvalho ao apresentar aos atletas o uniforme que seria usado na final contra a Suécia, comprado horas antes numa loja de Estocolmo e bordado durante a noite com o escudo da CBD e o número dos jogadores.
Bem, goste-se ou não, a mudança combina com a transformação do Brasil esperançoso daquele tempo com o dominado pela podridão tão bem representada pelo lulopetismo e seus aliados.
Vai Brasa
Eu não acreditava que eles tentassem empurrar outra vez a ideia da Seleção usar camisa vermelha. Ainda não acredito; creio que, no máximo, se o contrato com a CBF permitir, a Nike pode criar uma versão assim para vender como curiosidade. Mas o discurso da socióloga franjilda me deixou com o pé atrás.
Concordo com o Ancapsu, que lembrou ontem que o "vai Brasa" não foi gratuito, mas uma referência a um futuro uso do vermelho, cor da brasa. E de qualquer maneira aquele "brasa" na meia dos jogadores é ridículo e de mau agouro. Se não o retirarem perdemos de vez nossas chances na Copa deste ano.

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