Giorgia Meloni, quem diria, virou anjo. Pelo menos na opinião da esquerda italiana, que se revoltou com o resultado da restauração realizada numa conhecida capela romana e exige providências imediatas do ministério da cultura, da constrangida Igreja Católica e de quem mais apareça pela frente.
Meio revoltado, meio levando na brincadeira, o restaurador diz que tudo não passa de uma coincidência. E talvez seja mesmo, pois no passado era comum que ricos pagassem para ter seus rostos em obras desse tipo e devem ter existido milhões de italianas parecidas com a atual mandatária do país.
A notícia da Euronews não se estende sobre a função do tal anjo no conjunto da obra, mas a imagem acima mostra que talvez exista originalmente uma conotação política na figura, pois ele - ou ela, anjos são anjos - está segurando o que parece ser um mapa da península italiana.
Quem mais levou na esportiva foi a própria Giorgia, que pediu para ninguém se preocupar com a semelhança ao garantir: "Não sou mesmo anjo."
Virou terrorista
Numa demonstração do que chamaram de patriotismo, os deputados iranianos compareceram à sessão vestindo uniformes da Guarda Revolucionária - a milícia assassina dos aiatolás - e se juntaram em grupos cantando, de punho fechado, slogans patrióticos como "morte à América" e "morte à Israel".
Mas o motivo dessa pantomima transmitida pela TV local foi dar uma resposta à União Europeia, que esses dias classificou a Guarda Revolucionária como "grupo terrorista". Utilizando uma lei de reciprocidade criada em 2019, os deputados determinaram que todas as forças armadas da UE serão agora consideradas "grupos terroristas".
Isso poderia fazer alguma diferença numa guerra convencional porque terroristas não possuem os direitos garantidos aos combatentes regulares pela Convenção de Genebra. Mas na prática dá na mesma, pois os aiatolás nunca respeitaram regras internacionais nos conflitos em que se envolveram.
No fim o episódio serve apenas para mostrar que o parlamento iraniano é para inglês ver. Na nossa visão; na do Molusco teríamos aí uma prova de que no Irã existe democracia até demais.
Virou Venezuela
Passamos os últimos anos alertando para o fato de que poderíamos virar uma nova Venezuela. Não mais, com a notícia de que os presos políticos de lá serão libertados enquanto os daqui continuam presos, em breve os venezuelanos é que ficarão preocupados em parecer conosco.
Primeiro foi a Argentina. Agora a Venezuela, que além de acabar com as prisões políticas ainda tem voto auditável.

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