Alguém no DoJ não deve gostar muito do (agora ex) príncipe Andrew, o irmão do rei Charles que aparece na foto acima, presumivelmente tirada numa das festas de arromba da ilha do Jeffrey Epstein. Mas quem gosta menos ainda é a mídia, e o público por ela direcionado.
Nas ocasiões em que essa imagem apareceu, os comentários dos leitores eram quase todos na linha "olha a cara do tarado", "nojento, abusando da mulher", "mulher nada, dá para ver que não passa de uma menina". Mas a verdade é que não dava, inclusive porque a foto foi editada a partir do material do DoJ, visto abaixo.
Eles estão numa residência luxuosa e há mais gente na sala. A pessoa com os pés em cima da mesa indica um ambiente de ressaca de festa. A idade da mulher é incerta, mas ela não é criança. E a impressão geral não é nada sexual, seria mais fácil pensar que a moça exagerou na birita e o Andrew a está socorrendo.
Mas ainda que visse as imagens sem edição, a maioria do público não mudaria de opinião. Ninguém retrocede após comprar a ideia básica de que meninas de 15 anos eram abusadas pelos tarados na mansão... e voltavam por conta própria no dia seguinte, para serem abusadas de novo.
Da mídia então, nem se fala. Mesmo no Brasil, onde a idade para consentimento sexual é de 14 anos, a moça de 15 ou 16 que decidiu conscientemente ganhar uma graninha extra é tratada como vítima inocente. E pelos mesmos jornais que respeitariam sua decisão se ela declarasse que queria mudar de sexo aos 10 anos.
Crianças trans existem, putas de 16 não. Príncipes inocentes tampouco. Pelo que se divulgou esses dias, além das fotos há mensagens em que o Epstein promete apresentar o Andrew a uma russa de 26 anos. O que não pega bem porque parece uma relação entre cafetão e cliente, mas não implica em crime algum.
Para tristeza da mídia, contra o Trump também não há quase nada. Ele conheceu o Epstein no passado, mas afastou-se do sujeito depois. E uma moça do esquema que havia dito que a apresentaram a ele, confessou que nunca teve nada mais íntimo com o atual presidente.
Contra o Musk é ainda pior. Em mensagens trocadas com o dono da ilha, ele pergunta quando haverá mais uma grande festa por lá e promete comparecer com a esposa. Tudo é possível neste mundo, mas fica difícil acreditar que o sujeito participaria da suruba com as menores ao lado da esposa.
Desses personagens conhecidos, o mais encrencado parece ser o Bill Gates, que pegou DST de uma russa e ficava pedindo remédios para dar à esposa (agora ex) sem ela saber. Eu já ouvi dizer que quando Bill era solteiro os amigos ficavam lhe arrumando mulher. Voltou aos velhos tempos e se ferrou.
Mas no fim todos se incomodam. É como nas novelas do SBT: os príncipes e os bilionários também sofrem.


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