domingo, 22 de fevereiro de 2026

Máscaras assassinas

Não as de Carnaval, nem a de falsos juristas. As máscaras que abalaram este início de ano foram as usadas contra a covid, que voltaram à baila num artigo da BMC Public Health, revista científica de alto nível na área de saúde coletiva, reconhecida por publicar trabalhos com rigorosa revisão por pares.

O estudo, realizado em 24 países europeus, encontrou uma correlação entre maior uso de máscaras para covid e mais mortes pela doença. Um trabalho desses numa publicação de renome internacional deveria virar manchete no Brasil, mas quem são esses cientistas fuleiros frente aos sábios que habitam nossos jornais?

Nossa mídia primeiro deu a notícia no cantinho, sem explicar bem quem era a tal BMC. Depois, com espaços de semanas entre um e outro, passou a dar voz a "especialistas" locais que garantem que a pesquisa contém "erros metodológicos".

A última refutação saiu esses dias na Folha e nos convida a conhecer a verdade num vídeo que um economista gordinho graduado em 2020 publicou no Instagram. Não aceitei o convite, desisti ao ver que uma das referências do autor era um artigo, também publicado na Folha, do malandro Pedro Hellal.

Pedro é reitor da Universidade Federal de Pelotas e consegue ser pior que a reitora sambista-camisinha da UFRGS, um petista fanático e raivoso que se julgava porta-voz da "ciência", queria fechar tudo durante a pandemia, acusava Bolsonaro de não ter incentivado o uso de vacinas e o restante do pacote.

Entre seus feitos está a acusação de que Bozo matou 400 mil pessoas na pandemia. Bom, desde que o STF permitiu que cada governador ou prefeito fizesse o que queria a culpa deveria ser deles, não do presidente que lhes deu o dinheiro que precisavam. Mas como Hellal chegou ao número mágico deste caso?

Fácil, ele dividiu o número de mortes pela população mundial e concluiu que nós estávamos 400 mil acima da média. Acontece que sua conta inclui locais populosos como China, Índia e a maioria da África, onde, por motivos que não sabemos ao certo, houve um número relativamente pequeno de mortes.

A comparação correta seria com os demais países da Europa e das Américas, onde o bicho também pegou. E ao fazê-la nós percebemos que, um pouco mais, um pouco menos, o Brasil teve o mesmo percentual de mortes que França, Argentina, USA, Itália etc. Macron e Fernandez também mataram centenas de milhares?

Por aí se vê que o "cientista" é um imbecil que não sabe nem delimitar corretamente o seu campo de pesquisa. Mas continua arrogante e agora quer tratar os autores e os revisores da revista séria como ingênuos que devem ter cometido erros primários.

Talvez, diz ele, o pessoal tenha usado mais máscara quando a doença estava mais forte e matando mais, talvez o grupo de risco tenha usado mais máscara... Talvez, Hellal, talvez. Mas o fato é que se tivesse encontrado uma mancada dessas no estudo você a escancararia, não ficaria fingindo que não o leu e está falando apenas em tese. 

Eu não li mesmo. Mas confio mais no rigor da revista que no reitor picareta e no gordinho recém-formado. Depois da Pfizer confessar que mais gente sobreviveu com o placebo que com a vacina em seu próprio teste, agora esta: as máscaras matavam.

Por falar em vacina - Folha de 19/02

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