Alexandre nasceu no atual estado grego da Macedônia, mas o reino deste nome se estendia para o norte e, quando a Iugoslávia se desintegrou, o pessoal que hoje vive ali acabou formando a Macedônia do Norte. É um paiseco menor que Alagoas, mas tem lagoas e um lago, e neste tem uma ilha em que elas estão se suicidando.
O motivo é sempre o mesmo: a violência dos machos da região; o procedimento também: elas sobem até o penhasco mais alto e se jogam para a morte. Mas não adianta você pensar em criar medidas protetivas ou uma Lei Maria do Penhasco, pois tartarugas não respeitam as regras da sociedade humana.
A tartaruga está passeando pela praia, um tartarugo a agarra violentamente e só a solta sangrando. Mal ela dá uns passos e vem outro que volta a mordê-la e a furá-la nos lugares certos e errados. E depois mais dois, mais três, às vezes todos de uma vez... a tartaruga não suporta, sobe ao penhasco e bluft.
O que, segundo os biólogos que acompanham os fatos, só agrava o problema. Acredita-se que, por circunstância natural ou ação humana, em certo momento passaram a existir na ilha mais machos do que fêmeas. E isso deu início à violência que cresce na medida em que os suicídios fazem o desequilíbrio aumentar.
A situação foi confirmada em estudos com a participação de tartarugas do continente. As fêmeas de outros lugares não se assustavam com a proximidade de machos da ilha. Mas as traumatizadas fêmeas insulanas se apavoravam com qualquer macho e tentavam se jogar de um penhasco simulado pelos pesquisadores.
Tudo seria resolvido se a tartarugada de agora morresse rapidamente e o equilíbrio entre os sexos se reestabelecesse na próxima geração. Mas como as tartarugas dessa espécie vivem até os 100 anos, a espécie se extinguirá na ilha se não houver interferência humana. "Um bom assunto para as feministas abordarem", diz leitor.
Só enchem o saco
Para não dizer que ele só erra, o desgoverno está dragando o rio Tapajós para transformá-lo de vez numa hidrovia capaz de escoar parte de nossa produção agrícola. Bom para o produtor e também para a Cargill, que já tem modernos navios movidos a vento e um terminal portuário próprio em Santarém, a Pérola do Tapajós.
Pois a indiriada controlada pelas ONGs resolveu bloquear o terminal para protestar contra a mudança de algumas atividades ribeirinhas. O raciocínio da turma é o mesmo daquela ecologista portoalegrense: vão cortar uma árvore e plantar um parque inteiro, mas o pessoal tomava mate debaixo DAQUELA árvore.
O estranho é que esses índios de araque, um mais balofo que o outro, não admitem que toquem em um arbusto, mas querem a bolsa auxílio, o médico do SUS, o sinal de internet e tudo o mais que o destruidor civilizado possa lhes oferecer. Se você jogá-los em uma ilha sem assistência eles acabam antes das tartarugas.

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