Comentado aqui há uma semana, o assassinato de Quentin Derranque nunca recebeu muita atenção da imprensa brasileira, mas continua a ocupar a francesa em função das reações que ainda gera e da sua inevitável repercussão nas eleições do país, tanto a presidencial do próximo ano como as municipais do próximo mês.
Relembrando, o ativista católico e estudante de matemática fazia a segurança de uma manifestação de direita quando foi assassinado por grupos antifas (de esquerda) armados com barras de ferro e socos-ingleses. A nossa imprensa reconhece isso, mas deixa maldosamente a informação pela metade.
Pelo que leu acima você pode pensar que o Quentin era um segurança profissional, um brutamontes também disposto a bater. Mas a história completa é que a manifestação era de um grupo de mulheres pró-vida e ele era um dos rapazes que as acompanhavam para defendê-las da violência já prometida pela esquerda.
O assunto continua quente na França e sábado houve uma marcha em memória de Quentin que, apesar de pequenas provocações, transcorreu sem incidentes. Mas o evento precisou ser ser autorizado pelo governo nacional, pois o prefeito de esquerda tentou proibi-lo para "não transformar Lyon na capital da extrema direita".
Caráter ou doença
Começa pelo ódio a um grupo pró-vida só de mulheres, reflexo do fanatismo insano com que a esquerda defende o assassinato de bebês - na França até a 14ª de gestação, aqui até o último segundo dos nove meses, pois os satanistas do lulopetismo não se contentam com a 22ª semana definida pelo CFM.
Continua com o prefeito que não se importa que as manifestantes possam apanhar na rua de mascarados e, além de não tomar providências para defendê-las, quer proibir que lamentem o assassinato de quem tentou fazê-lo por conta própria. Inverta o sinal das preferências políticas e imagine as manchetes escandalosas.
Mas tem coisa pior. O Le Figaro obteve acesso a um grupo de zap de professores da Sciences Po, o centenário e aclamado Instituto de Estudo Políticos de Paris, referência internacional no setor das humanas. E o que dizem, quando acham que não tem ninguém olhando, esses pretensos luminares do humanismo ocidental?
Não dizem, rosnam. Dá para imaginá-los rangendo os dentes enquanto se referem ao jovem Quentin como "nazistinha" ou, preocupando-se apenas com o efeito eleitoral do seu assassinato, invertem a relação entre vítima e algoz para raivosamente reclamar que "os fascistas conseguiram o que queriam".
Não acredito que esses hipócritas sejam intelectualmente tão fracos quanto os "intelectuais" engana-gado daqui, nenhum deles deve inventar asneiras como a do pobre feliz que fica infeliz ao ganhar um pouco mais. Mas é interessante como eles se parecem com os deste lado do oceano quando se referem a seus adversários políticos.
Se Quentin fosse de esquerda estariam todos em lágrimas, falando manso e prometendo dedicar-lhe obras que eternizariam seu sacrifício humanitário. Como ele era de direita o tratam como um objeto que atrapalha a decoração da sala. Dizem que é ideologia, mas está mais para desvio de caráter ou doença mental.

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