Rapaz, o cabra é bom. Fui assistir uns pedaços da apresentação de Donald Trump em Davos e acabei vendo o vídeo inteiro. Mais de uma hora de discurso ágil, coordenado, que foi mudando de um assunto para o outro sem deixar o nível baixar. Coisa de profissional, uma distância absurda da maioria da humanidade.
E o conteúdo? Quanta diferença para as edições anteriores. Foi impossível não lembrar que no ano passado quem representou o Brasil nessa mesma reunião foi o palhaço Barrosa, cuja pauta incluía os inevitáveis autoelogios e temas como:
A busca de um consenso internacional para a "regulação" das redes sociais, os maravilhosos programas de renda mínima e educação básica do lulopetismo, a importância do Brasil na "proteção da Amazônia", a necessidade de se criar um Tribunal Internacional do Clima (!) para combater o "negacionismo" de alguns governantes.
Ele não era exceção. Ao contrário, a maioria dos que lá estavam concordavam com tudo isso e ainda defendiam, embora nem sempre abertamente, aquela ideia do "você não terá nada, mas será feliz": contente-se em ser nosso gado e nós, os iluminados, lhe daremos o que comer, lhe diremos onde morar e o restante.
Trump bateu de frente com essa turma ao mencionar a questão da casa própria. As leis que facilitam a aquisição de residências por grandes empresas e a dificultam para o americano comum precisam mudar. Não se trata apenas de corrigir uma injustiça, mas de reconhecer o que se passa na mente das pessoas, respeitar sua psicologia.
Espertamente, ele voltou a repetir a palavra ao falar da Groenlândia. Pode ser necessário mandar soldados para lutar lá. E é muito diferente pedir que um rapaz dê a vida para proteger uma base isolada ou o seu país, sua terra. Não bastam planos grandiosos no topo, é preciso atentar para a psicologia de quem está lá na base.
Ainda sobre defesa, Trump afirmou que criará um sistema de defesa contra mísseis fantástico, que hoje há tecnologia para o que Reagan pensou em fazer, que os EUA têm armas que as pessoas nem imaginam como são. E é claro que isso não vale apenas para a Groenlândia.
Voltando ao clima, Barrosa precisava estar lá para ouvir. Trump disse que proteção climática e energia limpa são besteiras, chamou os ingleses de imbecis por não explorarem o petróleo do Mar do Norte, garantiu que vai produzir energia como der, e vai usar energia nuclear.
Como não dá para repetir tudo, vou colocar o vídeo com seu discurso legendado pela Brasil Paralelo. Basta clicar sobre a imagem abaixo para acessá-lo. Talvez você não queira perder uma hora, mas faça o teste, pegue um trecho qualquer e veja se não é interessante.


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