sábado, 24 de janeiro de 2026

Duendes e fadas

A cartela de LSD pode ser única, mas cada usuário terá uma viagem própria, uma experiência diferente para relatar. Essa parecia ser a regra para as substâncias alucinógenas. Até se descobrir que, numa região da China, existe um cogumelo que causa uma alucinação específica, sempre a mesma.

Ele é encontrado em feiras populares, em meio a morcegos e outras iguarias típicas, e usado normalmente na alimentação. Mas a dona de casa sabe que é preciso cozinhá-lo por um mínimo de 15 minutos para que sua casa não seja invadida por pequenos homens e mulheres que passam por baixo das portas e correm para todos os lados.

Não falha, todos que comem o cogumelo cru ou mal cozido dizem ver a mesma coisa. Relatos semelhantes já existiam em Papua Nova Guiné e nas Filipinas, mas eram tratados como lendas populares. Esta é a primeira vez em que o produto é identificado e estudado por cientistas americanos, com direito a reportagem da BBC.

Como são exatamente esses liliputianos? Parecem conversar uns com os outros? São todos gordos ou todos magros? Têm feições orientais ou alguma outra característica física particular? Estão vestidos? Se vestem com roupas que parecem as nossas, atuais? Há crianças e velhos entre eles?

Infelizmente não sabemos porque o chefe da pesquisa é um bundão que evita fazer o óbvio: consumir o cogumelo e ver o que acontece. Como receia os "efeitos prolongados" que afetam alguns usuários por até uma semana, ele fica analisando a composição química do cogumelo e questões equivalentes.

Deixe estar, o roteiro do futuro já pode ser adivinhado. Eles acabam isolando a substância que causa o efeito, alguém passa a produzi-la em laboratório, e logo depois aparece um novo produto na praça. Aguarde as raves da fadinha, as comunidades de internet que discutem o contato com esse mundo alternativo e tudo mais.

Nem eles aguentam

Numa atitude que deve ser seguida por Arábia Saudita e outros países da região, os Emirados Árabes Unidos estão proibindo que seus cidadãos estudem na Inglaterra, como faziam há muitos anos. Não porque os ingleses os discriminariam, mas porque "não querem que seus filhos sejam radicalizados nos campi britânicos".

Não se trata de substâncias alucinógenas ou perversões sexuais, disso eles não têm medo. Os árabes querem que a Irmandade Muçulmana seja declarada como organização terrorista e o governo trabalhista (de esquerda) conta com a concordância dos conservadores (a antiga direita) para se recusar a fazê-lo.

O resultado disso é que os países citados estão se aproximando do UK Reform, o partido de Neil Farage que a mídia convencional chama de "ultradireita" e acusa de ser racista. Só falta agora os alucinados dos Guardians da vida inventarem que os Emirados e os outros são anti-muçulmanos.


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