Encontrei por aí uma reportagem sobre os "jovens de 40 anos", senhoras e senhores que se vestem como adolescentes e se tornam objeto de zombaria dos jovens de verdade da Coreia do Sul - menos da Kim Jeong-Won, porque ela é boazinha e não nutre maus sentimentos por ninguém.
É o tipo de matéria em que já se sabe o que vai ser dito. De novidade mesmo, só a informação de que a idade da pessoa é muito importante para a cultura coreana, cheia de regras (que hoje começam a ser contestadas) sobre como deve se comportar quem é mais moço e mais velho em uma interação.
Acho difícil que eles tentassem romper essa barreira, mas imagine como seria um partido político formado por esses falsos jovens. Eles provavelmente usariam o símbolo do tigre, tradicional na Coreia. E entre um político de direita e um que quer subordinar o país ao Kim comunista do norte, anulariam o voto porque são todos iguais.
kkk
Pulando para o Brasil, as gerações também se diferenciam, fiquei sabendo, pela maneira como simbolizam risadas na internet. Os de uma época usam emojis de gargalhada, outros não, essas coisas. Mas no meio desse mar de inutilidades acabei encontrando a, para mim inesperada, etimologia do kkk.
Ele sofreu até influências do Pato Donald, cujo "ha ha ha" original foi traduzido como "quá quá quá". Mas tanto essa forma como as vertentes "quiá quiá quiá" e "cá cá cá" já existiam muito antes, sendo encontradas em jornais e em romances como Til, de José de Alencar, onde lá pelas tantas se pode ler:
"Não fazia a menina um trejeito, nem dizia uma facécia, que a viúva não se desfizesse em gargalhadas: "Ai, menina! Quiá!... quiá!...quiá... Já se viu, que ladroninha?"
Facécia, a propósito, deriva do latim facetia, relacionado ao adjetivo facetus, que significava "engraçado", "elegante", "brincalhão".
Rumores
Como já deu para perceber, não encontrei nada muito atrativo para comentar no aborrecido noticiário brasileiro e internacional. Trump quer a Groenlândia, os aiatolás não querem largar a boquinha, o regime PT-STF está tentando livrar o Vorcaro e não falar da mesada do Lulinha, os prisioneiros políticos continuam presos etc.
O que é apresentado como novidade não passa de opinião requentada ou possibilidade. São fofocas, rumores que podem ou não se concretizar. E já que estamos no assunto, o mais interessante do rumor é a sua etimologia.
A palavra tem praticamente a mesma forma e o mesmo significado da Roma Antiga, onde estava ligada ao verbo rumere (fazer barulho), derivado da raiz indo-europeia h3rewH, que indicava o ato de gritar ou rugir. Sua provável origem é onomatopeica pois o rewH ainda pode nos lembrar um rugido.
Como o de um tigre. Olha o tigre chegando aí.

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