quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Nunca esqueça

Hoje eles escondem o assunto em notícias menores, mas um ano após os incidentes em Brasília a capa de O Globo mostrava duas verdades: aquela era uma festa partidária que já não enganava ninguém, e nossa imprensa foi a principal responsável por manter de pé (e ainda agravar) a ridícula narrativa de "golpe".

Hoje eles começam a criticar os "excessos" de ministros do STF e pedem seu fim, embora muitas vezes confessando, com um cinismo espantoso, seu desejo de que o retorno do tribunal ao normal não implique na reversão das injustiças cometidas em nome do fantasioso "golpe". 

Hoje o caso Master mostra como os jornalões ainda conseguem constranger os que se julgam donos do mundo. Teria sido muito diferente se eles mostrassem o espanto e a indignação necessárias diante de fatos como o uso de uma interpretação distorcida de um regulamento interno para agir em desacordo com a Constituição.

Mas eles sempre ficaram entre a omissão consciente e a cumplicidade criminosa. Validaram todos os abusos, lideraram-nos na época da covid, falsificaram pesquisas até as vésperas da eleição, fecharam os olhos para as irregularidades que Barrosa confessou orgulhosamente ao revelar quem "derrotou o bolsonarismo".

E foram decisivos para vender uma reunião e um protesto de civis inofensivos como tentativa de golpe de Estado. Chegaram a perseguir manifestantes por conta própria e entregá-los à Gestapo tupiniquim. Destruíram vidas e famílias para manter uma mentira que lhes interessava politicamente.

Há outras prostitutas na casa, ela é bem grande. Mas nada aconteceria sem as três maiores e quem as controla. Estado, Folha, Rede Globo, não esqueça, são essas as principais responsáveis por tudo o que aconteceu. 

Sem sentido dentro de algo sem sentido

A imprensa sempre fez questão de traçar um paralelo entre o 8 de janeiro daqui e o 6 de janeiro americano. Se lá os "golpistas" foram condenados, aqui também devem ser, era o que eles queriam dizer. E sempre me espantou que a nossa oposição tenha entregado de graça essa falsa equivalência. 

Nos EUA, a transmissão de poder ocorre no dia 20 de janeiro. Por isso havia um mínimo de lógica no discurso de que Trump queria causar, duas semanas antes, um tumulto para decretar lei marcial e continuar na presidência. Aqui Bolsonaro já havia saído, se alguma exceção fosse decretada seria com Lule no comando. 

Aniversário

Acabei verificando que foi em 6 de janeiro, um sábado, que eu coloquei o Disqus na primeira versão do blog. Lembro que eu ainda queria conversar sobre um detalhe com meu filho que passou o feriadão fora, o que devo ter feito no domingo. Portanto, ele veio a público no primeiro dia realmente útil de 2018: 8 de janeiro. Fica fácil lembrar. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário