Imagine ficar sem luz e sistema de aquecimento num frio de -10° C. Pois isso está acontecendo com moradores de Berlim desde sábado, quando um ataque terrorista inutilizou uma central termoelétrica que atendia a 45 mil pessoas. E mais da metade delas ainda não teve esses serviços restaurados.
O atentado foi assumido por um grupo chamado Vulcão, que faz coisas assim desde 2011, mas sobre o qual as autoridades de segurança não sabem quase nada, exceto que seria de esquerda. Para quem é tão ativo a ponto de querer fechar partido político de direita pelo que seus membros dizem, fica estranha essa ignorância.
A orientação política dos manifestantes também pode explicar a preguiça da imprensa em noticiar o fato. Ele só apareceu na alemã DW ontem à noite, mais de três dias depois. E talvez agora seja citado no restante da imprensa, mas naquelas letrinhas pequenas, sem o alarmismo que um "terrorismo de direita" certamente causaria.
Mas o mais assustador é que os terroristas só precisaram de alguns "dispositivos incendiários" para destruir os cabos de energia de uma geradora local, movida a gás. Calcule o que poderia ser feito em caso de uma guerra num país em que a energia precisa ser transportada através de cabos e torres por milhares de quilômetros.
Antigamente as pessoas viviam em casas térreas, cortavam lenha e acendiam a lareira, pegavam água em alguma fonte próxima, viviam sem eletricidade. Hoje é tudo mais fácil, mas os confortos do mundo moderno podem ser subitamente retirados por um inimigo organizado ou uma catástrofe natural. E poucos saberiam viver sem eles.
Atentado contra um homem
Mais uma vez se comprova que a esquerda pode ter todos os defeitos do mundo, mas é muito mais organizada. Se fizessem com o criminoso Lule a metade do que fazem com o injustamente condenado Bolsonaro, a porta do presídio em que o colocaram estaria repleta de deputados e manifestantes, mesmo que estivéssemos no recesso.
A esquerda é organizada e unida, capaz de fechar para defender os seus em primeiro lugar. Na direita temos até mesmo a falsa, que promete combater a esquerda, mas só depois de destruir todas as outras vertentes daquele que seria seu lado. Não há unidade, nem pragmatismo suficiente para defender as lideranças mais populares.
Para mim, o silêncio que mais chama a atenção é o de Tarcísio. Talvez ele até esteja se manifestando e eu é que não vi, mas pelo que leio por aí não está; não com a ênfase que seria necessária. Vamos ver como isso se desenrola.

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