sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Loucuras climáticas

Sexta-feira, dia da Greta matar aula. Um bom exemplo de como as "organizações ambientalistas" tentam (e muitas vezes conseguem) prejudicar a economia brasileira foi a Moratória da Soja, que, em termos práticos, proibia a comercialização de soja plantada em áreas da Amazônia desmatadas a partir de 2008.

Sem conseguir transformar seu desejo em lei, as ONGs passaram a pressionar Bunge, Cargill e outras tradings do setor (ADM, Dreyfus, Amaggi e Cofco), levando-as a aderir à citada moratória em 2021. Para salvar o planeta, elas "se comprometiam a acabar com o desmatamento em suas cadeias de suprimento" a partir deste ano. 

Os produtores apelaram e o caso chegou ao STF. Mas quem resolveu o problema foi o governo do Mato Grosso, através de uma lei que passa a vigorar agora em janeiro e retira benefícios fiscais de quem adotar a medida. No meu bolso não; entre salvar o planeta e não perder dinheiro, as tradings acabam de jogar a moratória para o espaço.

Deu tudo certo no último instante, mas nós estamos falando de empresas poderosas, o fato delas terem se dobrado à pressão das ONGs internacionais demonstra que estas também têm costas quentes. A "catástrofe climática" já não faz o sucesso de antes, mas esse pessoal ainda vai incomodar por muito tempo.

Pânico fora da floresta

Tempos atrás eu peguei o trecho de um filme em que um padre tentava aconselhar um jovem casal em crise. A moça queria ter um filho e o rapaz não concordava porque o mundo estava chegando ao fim. "A Amazônia está quase destruída", dizia ele para justificar sua decisão.

Era ficção, mas baseada em fatos reais. Muita gente passou a acreditar no apocalipse e sofre com isso, não dorme direito, vive numa angústia constante etc. Já existe até um termo técnico para o problema: "ansiedade climática". E existe também a crítica ao termo, bem expressa nesta manchete do Sumauma:

Ansiedade climática entre aspas: a quem interessa adoecer a nossa lucidez? - Converter o sofrimento com o colapso em patologia é ato político deliberado para tornar individual um problema coletivo 

O texto completo está aqui, mas a tese defendida pelo portal da nossa guerreira é que demência é continuar tocando a vida como se nada de anormal fosse acontecer. Por outro lado, ficar ansioso com o final dos tempos é uma demonstração de lucidez, não de desequilíbrio psicológico.

Bem, vale para a bomba atômica - eu conheci criança que, no tempo da Guerra Fria, chorava ao lembrar da catástrofe nuclear -, para a invasão dos alfacentaurianos que se alimentam de carne humana, para o meteoro igual ao dos dinossauros, e para qualquer outra tragédia que alguém queira conceber.

Se a Elaine e seus amigos não querem se tratar, tudo bem. De minha parte, recomendo só concordar com a Greta na parte em que é bom não ter compromissos na sexta. O resto a gente vê semana que vem. 



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