Andrew Johnson, o vice eleito que assumiu após o assassinato de Lincoln, era o presidente dos Estados Unidos quando o país comprou o Alaska da Rússia em 1867. Mas quem realmente se dedicou a fechar o negócio foi o Secretário de Estado, William H. Seward, que levou toda a fama, tanto a má como a boa.
A Rússia queria vender aquele pedaço de gelo, para fazer caixa após a guerra da Crimeia e por temer que a Inglaterra, dona do Canadá, acabasse por ocupá-lo. Seward discutiu o assunto durante uma noite com o embaixador russo que era seu amigo e foi muito criticado por desperdiçar quase 2 bilhões de dólares em valores atuais.
A "loucura de Seward" ou o "jardim de ursos polares de Andrew Jackson" eram expressões usuais até que a descoberta de ouro no Alaska reverteu a opinião pública. Um século depois, quando sua importância estratégica já era indiscutível, também se descobriu petróleo no território que hoje celebra anualmente o "dia de Seward".
Na época da compra o Alaska contava com uma população de umas 60 mil pessoas, incluindo 50 mil esquimós. O que, por coincidência, é mais ou menos a população da Groenlândia de hoje. As áreas também são similares, a Groenlândia é um pouco maior. E teve até outra guerra na Crimeia recentemente.
A "loucura de Trump" prosperará? Creio que sim, os moradores da Groenlândia podem deixar a Dinamarca quando quiserem e têm votado em quem defende a independência da ilha. Mas eles não conseguem se manter sozinhos e é só pensar um pouco para perceber as vantagens de um bom acordo com os EUA.
Já se fala em dar 100 mil dólares a cada groenlandês, além dos investimentos na economia local e os benefícios de se tornar cidadão americano. Esse valor deve aumentar, a Dinamarca deve ser ressarcida e o território pode até ganhar um status especial, com relativa independência. Melhor que ser invadido e ficar sem o dinheiro.
O acordo é bom até para os americanos que temem um colapso climático, em geral opositores de Trump, pois quando esquentar em demasia no sul todos poderão se mudar para as novas praias do Ártico. Os esquimós é que precisarão fazer outra coisa, mas nem se preocuparão muito com isso com uma graninha extra no bolso.
Bases militares e possíveis novas rotas marítimas do Ártico:


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