Não há parte do mundo com mais feminicídios do que a América Latina. Não por culpa do machismo dos cucarachas, mas porque, com exceção de Croácia, Chipre e Malta, foi só por aqui, onde 18 países a colocaram em lei, que os engenheiros sociais da ONU conseguiram implantar essa nova divisão social.
Como nem sempre é fácil distinguir um feminicídio de um homicídio das antigas e a pressão da lacrolândia jornalística acaba pesando, o resultado é que os feminicídios aumentam sem parar no Brasil, transformando-nos, como dizem as manchetes alarmistas, num dos países em que mais se mata mulheres.
Mais uma vez, isso é mentira. Mais uma vez, jornalistas confundem, de propósito ou não, números absolutos com relativos. Como o Brasil é mais populoso que a maioria dos países, tende a ter mais tudo que eles. Como temos um alto índice de mortes violentas, é esperado que mais mulheres sejam mortas também.
Quando você faz a comparação correta, tudo se altera. O número exato varia a cada ano, mas as mulheres não chegam a 10% das vítimas de assassinato no Brasil. Em países como Suécia, Alemanha ou Inglaterra, esse índice fica sempre acima de 20%. Na República Tcheca, em 2023, mataram mais mulheres do que homens.
No Brasil, cerca de um quarto dos assassinatos de mulheres é classificado como feminicídio. Isso não deve ser muito diferente no resto do mundo, mas é suficiente para a lacrolândia gritar que estamos passando por uma epidemia e clamar por medidas contra o machismo assassino.
Nessas horas ocorre uma transformação. As mesmas pessoas para quem cadeia "não resolve" passam a defender a elevação das penas como forma de coibir um crime tipicamente passional, no qual, ao contrário do criminoso profissional, o assassino perde a cabeça e não calcula riscos e consequências.
Pior ainda são os apelos para "educar os homens". Pedem por alterações num currículo escolar que não ensina nem Matemática e Português. Querem que os amigos chamem a atenção dos que fazem piadinhas de "caráter sexista". A Milly Lacombe chegou a lançar um curso para o cara abandonar o machismo estrutural.
Mas será que a mudança de educação não deveria se dar do outro lado? Será uma mera coincidência que mais mulheres sejam agredidas e mortas quanto mais surgem leis que as favorecem e estímulos sociais para que elas desconsiderem os homens em geral?
Me lembro de um caso que conheci pessoalmente, mas é relativamente comum. O sujeito tinha terminado de quitar o apartamento comprado em x anos, a mulher pediu o divórcio e ele ficou sem casa e obrigado a pagar pensão para a querida que instalou outro lá. O camarada até que levou numa boa, mas deve dar mesmo vontade de matar.
Alguns vão matar, é só questão do tamanho do pavio. Ou vão se matar, o percentual de suicídios é muito alto no Brasil e, embora sem dados oficiais, sabe-se que muitos homens se matam por causa de problemas com mulher. Será que algum desocupado da ONU não se dispõe a criar o suimachuicídio?

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