segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Só no porrete mesmo

Ele apenas protestou contra o resultado oficial da eleição, mas acabou acusado de crimes graves, que exigiriam ações armadas, e levado para o local em que o regime mantém a maioria de seus prisioneiros políticos em condições degradantes. Com problemas de saúde, não recebeu atendimento médico adequado. E morreu.

Você pode achar que já ouviu essa história por aí, mas é porque todas as ditaduras ligadas ao Foro de São Paulo - organização  fundada em 1990 para congregar narcotraficantes, sequestradores e partidos políticos de extrema esquerda - funcionam mais ou menos do mesmo jeito.

Ou eles seguem o modelo cubano de tomada violenta do poder ou procuram ganhar uma eleição para a partir daí perverter o sistema, dominando o judiciário e anulando o legislativo através dele, fraudando eleições, aliando-se a grupos econômicos poderosos que passam a ser sócios do butim, tentando censurar e criminalizar toda oposição. 

Quem eles assassinaram dessa vez foi Alfredo Díaz, ex-governador de um estado venezuelano que estava preso pelo ditador Nicolás Maduro desde 2024. Mas poderia ser qualquer outro em qualquer país dominado pela turma, eles são todos iguais.

Big stick

O documento que define a estratégia internacional americana para os próximos anos prevê a concentração de sua influência entre a Europa e a América Latina, o quintal para o qual Trump promete uma releitura do Big Stick.

Ontem, o filho de Trump que é amigo do Bananinha declarou que eles podem até deixar de lado casos como o da Ucrânia para se concentrar na nossa região. Péssimo para a Ucrânia, excelente para nós, pois não nos livraremos dos bandidos do Foro sem auxílio.

Não exatamente iguais

Os foristas são todos iguais, mas é óbvio que cada um tem sua assinatura pessoal. Na questão da corrupção, por exemplo, todos incluem os familiares e tentam amealhar o máximo que podem, mas uns são especialmente gananciosos e escandalosos.

Como se explica que, após ter criado esquemas de corrupção que o surpreenderam a ponto de Obama registrar o fato em suas memórias, o sujeito ainda queira afanar velhinhos indefesos? Ou que tenha entregue a operação ao irmão e a tenha usado para dar mais uma fortuna ao filho que saiu do país logo que o escândalo estourou? 

O divertido é como eles justificam isso para o seu gado. Eles dizem: "O pessoal da oposição queria roubar, mas não consegue; a roubalheira sem fim de nosso líder é uma prova de sua capacidade." E o gado, que vota no chefe ladrão porque tem a mesma alma de bandido, pensa que todo mundo é como ele e concorda.    


Imagem: Trump se ancora um pouco no imaginário de Roosevelt. Há 121 anos, em 6/12/1904, este anunciou que os EUA interfeririam no quintal se achassem necessário.

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