domingo, 23 de novembro de 2025

Super Cog

Enquanto decreta que a prisão dentro da prisão representa a trigésima sétima e definitiva morte política de Bolsonaro, a manchete da Folha anuncia, candidamente, que a "vigília com Flávio pretendia reeditar acampamentos golpistas, diz Moraes". "E causar caos social no Brasil", se descobre lendo a notícia.

Confirma-se assim a tese, aqui defendida em outras ocasiões, de que a "justiça" do Brasil ultrapassou a ficção. Em Minority Report você precisava estar a ponto de cometer o crime para a polícia agir; aqui para ser culpado basta pretender fazer algo que possa, talvez, mais tarde, gerar uma situação que será interpretada como ilegal.

Imagine quando o Padrão Moraes se espraiar pela sociedade. Você planeja uma festa de aniversário e não sabe nem se todos os convidados virão, mas o síndico já lhe toca uma multa por sobrelotar o salão de festas, tocar música alta até de madrugada e jogar copos descartáveis na piscina do condomínio. 

O nosso é realmente um tempo de mudanças profundas. Depois da Inteligência Artificial estamos chegando à era dos Super Cogs, os videntes carecas que nos livrarão preventivamente de todo o mal.

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Circula nas redes uma nota de Monica Bergamo cujo título é: "Prisão de Bolsonaro irrita ministros do STF, isola Moraes e pode ser reconsiderada". Eles "consideram que a decisão foi exagerada, desnecessária e insustentável do ponto de vista jurídico", debilitando-o quando o STF está sob o "feroz ataque de uma potência estrangeira, os EUA". 

Não é fake, a militante escreveu mesmo isso. Mas não foi agora, foi logo depois da prisão domiciliar de Bolsonaro por motivos absurdos. Ou seja, a prisão da qual ele foi acusado de tentar fugir era reconhecida como ilegal pelos próprios coleguinhas de Moraes. Prisão dentro de prisão, ilegalidade dentro de ilegalidade.

De positivo, resta a informação de que os ministros se sentiam alvos de um feroz ataque americano. De lá para cá, Barroso chorou e renunciou enquanto os outros se mantiveram quietos sobre esse problema. Terão considerado que ele acabou? 

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Falando em ação dos EUA, circula também a história de que El Chapito, filho de El Chapo, teria delatado todo o esquema do tráfico de drogas da América Latina, fortemente ligado aos cartéis e a membros do Foro de São Paulo. Embora a cabeça pensante continue em Havana, o líder operacional do modelo seria Maduro.

A liderança de Maduro faz sentido porque ele está na região dos principais produtores e ter nas mãos toda a estrutura de um país do tamanho da Venezuela é uma imensa vantagem para essas quadrilhas. Assim, seria ele a cabeça da serpente que uma vez cortada desarticularia todo o sistema.

Tomara que o derrubem logo e passem a cuidar dos próximos da fila. Não que já não cuidem, há cerca de um mês os EUA sancionaram mais de 50 políticos e funcionários mexicanos, por combate direto às drogas e pelo petróleo enviado a Cuba para substituir o venezuelano. Manda ver aí, Trump.

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