Que moça bonita, que menininhas mais lindas, que imagem de família unida e feliz. Alexandre Ramagem fez o que devia fazer, prestes a ser preso por um longo período sem ter cometido crime algum, enviou a esposa e as filhas em viagem normal para os EUA e seguiu para lá escondido depois.
Mãe e filhas não deveriam ter problemas para viajar. Mas como os deformados morais já nem se preocupam em fingir respeito aos antigos direitos individuais, foram retidas na entrada do avião, obrigadas a abrir malas e entregar computador e celulares (no plural, até o da caçula de 7 anos levaram).
Com elas fora do alcance do regime, ele iniciou sua jornada. Segundo seu relato, que obviamente não contém muitos detalhes, foi até a fronteira norte (ele diz Roraima, mas talvez não seja), atravessou para um país vizinho (que seria a Guiana) e dali seguiu para os EUA em outro voo.
Dito assim parece fácil. E em princípio é mesmo, principalmente se ele contou com ajuda de terceiros. Tendo com quem se revezar no volante, até por via exclusivamente rodoviária dá para chegar ao norte em poucos dias. Atravessar a fronteira é ainda mais tranquilo. E depois é só pegar um jatinho ou avião de carreira.
No entanto, um só imprevisto, de um pneu furado à pessoa errada num restaurante de estrada, poderia colocar tudo a perder. Na adrenalina da viagem, ele nem deve ter pensado nesses perigos. Mas a esposa e as filhas, que só podiam esperar sem saber o que se passava, deviam estar estalando de tensão.
Felizmente, tudo acabou no emocionante reencontro cuja filmagem você pode ver ou rever clicando na imagem abaixo. Detalhe para as lágrimas de alívio da menina mais velha, que, com idade para entender plenamente o que acontecia e sem a experiência de vida da mãe, devia ser a mais angustiada com a situação.
Bem, melhor passar por isso que suportar décadas de opressão. Que fiquem todos bem, se adaptem ao novo país e refaçam suas histórias por lá. E que o Brasil como um todo recupere a dignidade que lhe foi roubada e eles possam, se e quando assim desejarem, voltar a viver livremente por aqui.


Nenhum comentário:
Postar um comentário