sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Fogo no parquinho

Pensei que os jornalões pró-regime festejariam a retirada da taxa sobre alguns produtos agrícolas como uma vitória contra Trump, mas desta vez eles não entraram na vibe da militância petista. O Globo, até onde se pode ver, nem toca no assunto. Na Folha ele é citado entre notícias menores e por alguns colunistas.

Não vi, particularmente, nenhuma referência a Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. O pessoal deve ter entendido o quanto era ridículo colocá-los como responsáveis pelas tarifas que seriam eliminadas conforme o ingênuo Trump fosse informado (pelos petistas) de que havia sido enganado pelos dois mentirosos.

Prevaleceu a visão, pessimista do ângulo deles, de que o lulopetismo não teve nada a ver com o que aconteceu e está completamente à deriva nessas negociações. Assim como as retirou ontem, Trump pode aumentar as taxas para quanto quiser amanhã. Ou pode taxar outros produtos, sancionar líderes do regime etc.

Ninguém discute que a decisão de ontem se deve ao efeito das taxas sobre a inflação americana e o consequente humor do consumidor-eleitor. Mas o comunicado de Trump diz que ela também é um gesto de boa vontade (que o desgoverno solicitou publicamente dias atrás) relacionado à evolução das negociações.

Se alguma coisa evoluiu nos bastidores não sabemos, provavelmente não. Mas se o pedido foi atendido, mesmo que fundamentalmente por outro motivo, a boa vontade muda de lado e cabe agora ao regime pt-stf oferecer algo em troca. O que será que ele propôs ou vai propor?

"Nada", responderia o gado que acredita na ideia, vendida pelo lulopetismo, de que negociar implica em conseguir tudo o que o seu líder descondenado quer sem nada ceder. Mas os petistas da mídia já estão mais realistas, não falam mais em "química" e besteiras semelhantes. Vamos ver o que virá por aí.

Pontos positivos

É bom saber que, pela qualidade e/ou pelo preço, o consumidor americano sente falta de alguns produtos brasileiros. Ponto para o nosso agronegócio, que além de levar o país nas costas é um setor onde o apoio a Bolsonaro é imenso e estava pagando pelas arbitrariedades de seus inimigos políticos. 

É fato que na carne temos os pilantras da JBS, mas há muita gente boa amarrada a eles. Somando isso ao problema do consumidor americano, talvez seja melhor não voltar a taxar os produtos agora liberados. Ou até não taxar produtos, focando nas sanções aos indivíduos que violam direitos humanos. Vê aí, Donald.

Burn, baby

Mais um momento Disco Inferno, agora literal, no último dia da FIASCOP. Diretamente do centro do mundo, a manchete do Sumaúma admite: COP30, dia 11 - Negociações em chamas reais e metafóricas - Incêndio na Zona Azul adiciona nova dificuldade à resolução de acordos emperrados.

Parte da foto que ilustra o título está aí acima. Logo abaixo o Sumaúma fala de uma onça que está enjaulada em Belém e foi visitada por gringos que se encantaram etc. Não sei não, isso parece um sinal. O troço só termina de noite, ainda dá tempo da onça fugir e encerrar o evento com um lanchinho humano na Zona Azul.


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