A parte mais divertida da FLOP30 foi, até agora, a invasão de índios e militantes do PSOL, ocorrida ontem à noite. Mas como a mídia sustentada pelo dinheiro público está tentando varrer essa nova vergonha do desgoverno para baixo do tapete, você só vai saber o que a precedeu se acessar os veículos informativos dos próprios fanáticos.
Essa busca nos leva ao Sumaúma, site fundado pela Elaine Bruma depois que parou de contar os dias da morte da Xatiely (e de perguntar por que a mataram). A coisa não se limita à invasão de ontem, porém, começando por esta, parece que quem fomentou a revolta foi outro velho conhecido. Como diz o site:
Uma das principais lideranças do planeta, o cacique Raoni Metyktire levantou sua voz e conclamou os povos indígenas a se unirem para impedir o avanço da perfuração de petróleo na Foz do Amazonas. "Vamos nos unir, nós não podemos permitir que essa perfuração aconteça", disse Raoni. Ele falou na língua Mebêngôkre, e a tradução para o português foi feita por seu neto Paxton Metyktire - mas seu recado se espalhou em vários idiomas pelos corredores da COP30.
Pode ser que a confusão de ontem seja só a primeira, pois o Tampa de Nescau também exige que o descondenado crie mais 113 "terras indígenas" para "salvar o planeta". E hoje começa a Cúpula dos Povos, a ser inaugurada com uma barqueata que deve reunir mais de uma centena de embarcações com as mais diversas tripulações.
A Greta não pôde vir, mas as mulheres estarão representadas por um grupo próprio porque são mais atingidas pelo "colapso climático". Não me pergunte como o sol decide bater mais na cabeça da mulher que na do homem porque o Sumaúma não explica. E a lataria das participantes é o que você imagina, mas até que elas inventaram um lema legalzinho: "Sem mulher não tem clima."
Outro grupo de ativistas quer o fim do "genocídio alimentado por combustíveis fósseis". Não, eles não querem que matem as pessoas com energia solar, "genocídio" é uma senha para dizer que eles defendem a expulsão da delegação israelense. Seu lema é "Da Amazônia à Palestina: um sistema, uma luta", pois "a violência que arranca povos de suas terras na Floresta" é a mesma que faz isso na Faixa de Gaza.
É uma pena que a Greta não tenha arrumado um tempinho livre, pois ela se encaixaria em todos esses grupos. E ainda poderia ter participado da Marcha Global pela Saúde e pelo Clima, que cruzou Belém na noite de ontem e terminou invadindo a área reservada da COP e patrocinando o quebra-quebra acima referido. Valeu, Raoni!
Gado não!
Os ambientalistas não gostam de gado, mas o petismo sabe cevar o seu. Tomando um exemplo que vimos ontem por aqui, sabe-se que o processo que leva a um crime é dividido em quatro etapas: 1 - Cogitação, 2 - Preparação, 3 - Execução (tentativa), 4 - Concretização (tentativa bem sucedida).
As duas primeiras etapas não são puníveis, as duas últimas são e, normalmente, a pena da 4 é maior do que a da 3. Só existem algumas exceções em que a pena para tentar e concretizar é igual, e Golpe de Estado é uma delas.
A diferença termina aí, mas o petismo lança um texto que começa dizendo que "a tentativa de golpe de Estado é punida no Brasil", o que é falso na medida em que toda tentativa de crime é punível. E por que eles fazem isso? Simples, para levar o gado a pensar que se neste caso especial 4 vale por 3, então 3 vale por 2 e assim por diante.
Claro que isso não sobrevive à letra da lei e muito menos se aplica a Bolsonaro, contra quem tudo que existe de real é a cogitação do uso de medidas constitucionais que poderiam hipoteticamente facilitar um futuro golpe. Mas você sabe como é, gado é gado, vá tentar abrir a cabeça do manipulado orgulhoso de pertencer ao rebanho.

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