A referência à Vênus Platinada é por minha conta, mas tempos atrás, num desses podcasts, Rodrigo Pimentel, o "Capitão Nascimento da vida real", relatava que presídios brasileiros pareciam a redação da Globo quando foi anunciado o resultado da última eleição presidencial: todos comemorando e se cumprimentando, festa geral.
A motivação do pessoal da emissora era a certeza de que o dinheiro público voltaria a jorrar abundantemente nos cofres da empresa. A dos bandidos é ainda mais óbvia, pois além da natural simpatia pelo colega que teve tanto sucesso na carreira, não há quem os defenda melhor que a extrema esquerda.
Quando eles teriam imaginado que conseguiriam evoluir tanto nesses anos em que o petismo está no poder? Viviam se escondendo pelos cantos e hoje, num processo que cresce de modo explosivo a cada ano de 2023 para cá, dominam bairros e até cidades inteiras, principalmente onde o PT também ocupa o governo estadual.
Não que eles esperem um apoio explícito do partido. Criminosos profissionais são pragmáticos, sabem com quem podem contar, mas entendem que seus defensores na política precisem disfarçar suas preferências para não assustar o idiota que vota neles ao mesmo tempo em que tem medo de ser assaltado.
Do outro lado do balcão, o cara faz a sua parte. Latrocidas em busca do celular alheio são meninos que queriam tomar uma cervejinha, traficante é vítima de usuário, o que aconteceu no Rio foi um massacre, as famílias de bandidos mortos devem ser auxiliadas, os governadores de direita devem dar explicações quando os matarem etc.
Tudo isso soa como funk para a bandidagem. E não custa quase nada para quem diz essas barbaridades. Deveria custar, mas os votos de quem pensa e analisa ele já perdeu. O pateta não criminoso que ainda vota nele só precisa ouvir a Globo ou equivalente "explicar" que tudo não passou de um mal-entendido.
O resultado dessas constantes sinalizações não é apenas a festa nos presídios, é o voto decisivo dos criminosos. Em abril deste ano o Brasil chegou a ter 900 mil presidiários. Tirando os injustiçados e os que cometeram um erro que não repetirão, o número de profissionais do crime ainda é enorme.
E isso falando apenas dos que estavam presos em abril. A maior parte da "classe" com certeza estava na rua naquele instante. E quase todos têm famílias que provavelmente os apoiam e assim por diante. O total deste eleitorado chega aos milhões e, conforme a amostragem dos presídios, o PT tem quase 90% dele.
A ligação do lulopetismo à bandidagem não se limita às origens das facções ou qualquer dos temas que abordamos ontem. Ela envolve um cálculo eleitoral, uma ajuda de que o partido não pode abrir mão devido ao risco de perder parte dos analfabetos e idiotas que formam sua base eleitoral.
Assim, podem tirar os cavalos da chuva, eles não vão mesmo chamar os narcoterroristas de narcoterroristas. E se o Congresso nos surpreender e aprovar algo nesse sentido vão levar o caso para aquele pessoal que, como fazem alguns nas "comunidades", julga as coisas pela própria cabeça e não admite apelação.

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