Eles acreditaram que desta vez conseguiriam levar multidões com seus ônibus fretados e não reuniram praticamente ninguém. Prometeram resgatar o verde e amarelo, mas seus gatos pingados só usavam vermelho. O povo estava em peso do outro lado, com gente que foi de graça e usou as cores certas.
A derrota do regime nas ruas foi tão acachapante que à imprensa que o apoia só restou falar de outra coisa. Nem a já famosa contagem "da USP" recebeu destaque. O pessoal se limitou a criticar aspectos da manifestação oposicionista, mas sem exageros para não lembrarem que a governista pela qual torciam flopou miseravelmente.
Tarcísio
Uma das críticas foi ao discurso do governador de São Paulo, que chamou as coisas pelo nome e defendeu Bolsonaro com energia. A imprensa, que não deixa de apoiá-lo como opção menos ruim do seu ângulo, saiu alertando que esse "radicalismo" pode lhe tirar votos do "centro", que é como chamam agora o tucanismo.
Representando o STF, que também parece vê-lo como mal menor, Gilmar Mendes criticou o "golpismo continuado". Mas tudo isso talvez seja teatro. Sem o aval de Bolsonaro e votos dos seus eleitores Tarcísio não tem chance, tanto seu discurso como as reações a ele poderiam ser parte de um esforço nesse sentido.
Certo esteve Malafaia ao lembrar que, quando estava preso em 2018, o descondenado ungiu Taxad como seu candidato no último dia do prazo. A escolha do sucessor deve ser deixada para depois, se Bolsonaro realmente não conseguir concorrer. O foco agora é anular as condenações através de uma anistia geral.
Bandeira e pesquisa
Outro ponto positivo foi o uso da bandeira americana. Nossa briga doméstica reflete uma maior, uma nova Guerra Fria em que eles estão do lado das ditaduras e da censura e nós apoiamos a democracia e a liberdade. Ao brigar com o desgoverno, Trump já sabe que tem amplo apoio popular no Brasil, mas não custa reiterar isso publicamente.
Claro que os petistas, que não confessam sua subordinação a China e Rússia, tentarão usar a simpatia aos EUA como prova de "traição ao país". Eles fizeram comerciais em que dizem que nosso único problema é o ataque de estrangeiros à nossa soberania. E o apoio ao ladrão teve uma rápida melhora após as sanções.
Mas foi rápida mesmo, pois as coisas já voltaram ao normal. Eu não vi outras menções a ela, porém, num vídeo de ontem, o deputado Gustavo Gayer se refere a uma nova pesquisa do Ipespe que comprova o fim do "efeito sanções". Se você quiser ver o vídeo dele é só clicar AQUI.
O apoio ao ladrão agora também é minoritário entre mulheres e católicos, embora por pouco. Ele só se dá bem entre os menos escolarizados e os nordestinos. E outro ponto interessante é que a maioria de seus apoiadores não se informa sobre política em lugar algum ou, em segundo lugar, se informa pela TV aberta.
Analfabetos desinformados manipulados pela Globo, essa continua a ser a força eleitoral do lulopetismo.

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