Com décadas de bagagem, uma independência rara na área e um canal no Youtube, o jornalista Ricardo Feltrin trata de uma variedade de assuntos e costuma trazer muitas informações exclusivas. Uma, de ontem, refere-se ao que lhe confidenciou uma fonte confiável em Brasília.
Bateu o terror. Mas não precisa se assustar porque não foi nas pessoas boas, são os monstros que estão apavorados. Acostumados a cometer injustiças e violar impunemente os direitos humanos, eles não conseguiam acreditar que seriam realmente castigados nesta vida. Finalmente entenderam que não será assim.
Acabaram-se os sorrisos com que debochavam das vítimas que desesperavam-se ao saber que não podiam apelar a outra instância (ou à própria lei, deturpada por "interpretações" absurdas). Desta vez são os algozes que não podem contestar a decisão do juiz; sua punição é terrena, mas tem algo de divino.
Maldade entranhada
Esse tom se estende ao perdão. Eles não perceberam que a demora da primeira punição mais rigorosa foi uma oportunidade para que se corrigissem. Ainda agora, basta que anulem suas maiores barbaridades para que, com exceção do pior entre eles, todos saiam praticamente incólumes dessa história.
Nem da vaidade teriam que abrir mão para isso, pois poderiam acertar uma anistia com os políticos nos bastidores e dizer à imprensa que não concordavam com ela. O problema é mesmo o seu desejo de prejudicar inocentes; sabem que colherão o que plantaram, mas não conseguem se conter.
Contribui para essa arrogância o clima geral do país. Desde que um multicondenado - com crimes reais e direitos preservados - foi levado da cadeia para a presidência, os piores perderam a vergonha de se mostrar. Imagine a degradação moral de alguém cujo ídolo é um psicopata que tortura senhoras idosas. Pois hoje encontramos tais aberrações em todas as áreas, do jornalismo ao cidadão comum.
Imersos nesse lamaçal, eles não reconhecem a mão que lhes é estendida. O mal que poderiam fazer já foi feito, podem apenas ampliá-lo aqui ou ali; o troco que podem receber mal começou a ser dado. Nós preferíamos uma solução pacífica, mas já contabilizamos o prejuízo e o que vier é lucro. Cabe-lhes decidir até onde pretendem ir.
Seção 301
O arsenal dos aliados do bem não se resume à Lei Magnitsky. O seu aspecto mais poderoso talvez seja a Seção 301, ferramenta da Lei de Comércio americana que permite investigar (e punir) governos e empresas de outros países. Pense em novas sanções ou restrições a investimentos. Pense em empresas como JBS ou Globo.
ONU
Daqui a pouco começam os discursos que abrem a festividade anual da ONU. A dúvida do primeiro é saber se a isca lançada pelas punições de ontem será mordida. De resto, teremos o de sempre: mentiras, bazófias, defesa de terroristas, dificuldades para leitura causadas pelo semianalfabetismo etc.
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"Não existe Clyde sem Bonnie." A frase de Scott Bessent, Secretário do Tesouro, é a versão para criminosos do conhecido "atrás de todo grande homem tem uma grande mulher".

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