Valendo mais que mil palavras, a imagem revela o pavor que tomou conta da delegação molusquiana no exato momento em que Trump declarou, na tribuna da ONU, que ele e o descondenado haviam se encontrado rapidamente nos bastidores e combinado de conversar pessoalmente na próxima semana.
Provavelmente nem se encontraram, mas os petistas não conseguiram negar a aparente gentileza. Se aceitassem a reunião, no entanto, o americano destroçaria o anão diplomático que só mostra valentia em ambientes controlados. No fim, percebendo a armadilha, inventaram que o vagabundo estaria com a agenda lotada.
Não importa, ele perdeu o discurso de que não procura Trump, como fazem os presidentes normais, porque não seria recebido. Os empresários que sofrem com as tarifas já sabem que quem deveria defendê-los junto ao líder americano não cumpre sua obrigação porque não quer. Os sancionados também sabem.
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Comentamos esses dias como Trump se cercava de assessores saídos do FBI para evitar o assédio das máfias locais quando atuava como empreendedor imobiliário em Nova York. Aquela era uma situação específica, mas demonstra que o sujeito entende a psicologia dos bandidos e sabe como lidar com eles.
Na política, de modo similar, um de seus truques recorrentes consiste em combinar elogios pessoais com declarações e ações agressivas. Fez isso com o Kim, faz agora com o Modi, e está fazendo também com o regime bananeiro. Em geral dá certo, o homem sabe mesmo como tratar essa gente.
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Ficou feio para o jornalismo companheiro do Consórcio, que esqueceu da Magnitsky da véspera e se deslumbrou com o que no primeiro instante lhe pareceu uma maravilhosa inversão. Segundo eles, até bolsonaristas (anônimos, claro) estariam reconhecendo a derrota. Levou um tempo até perceberem o mico e recuarem.
Isso nos jornais. Talvez tenham mantido a versão fantasiosa na TV aberta, que é a única fonte de "informação" da maioria dos eleitores do PT. Se o petista alfabetizado e com acesso às redes já se deixa manipular, calcule o seu público preferencial. A exploração da ignorância é um poder que o Consórcio ainda tem.
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Falando em bandido, durante seu discurso o Molusco defendeu as quadrilhas brasileiras, criticou o combate ao tráfico de drogas e elogiou ditaduras de esquerda. Enquanto ele soltava suas asneiras, a transmissão da ONU mostrava a equipe de Marco Rubio séria ou balançando a cabeça de modo negativo. Valeu mais que mil palavras.

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