Se um dia quiser lembrar, lembre que foi no Dia Mundial do Jornalismo, 28/9. Está lá, destacado nos comentários de ontem, o print em que o editorial da Folha confessa: "Sob Fachin, Supremo precisa buscar a autocontenção. Concluído o julgamento que condenou Bolsonaro, corte deve abandonar ativismo, heterodoxias e excessos."
Falar de "ativismo, heterodoxias e excessos" ainda é uma sacanagem, uma tentativa de suavizar o que se deveria chamar de "absurdas e flagrantes ilegalidades". Mas o editorial é uma prova do que aconteceu, uma espécie de minuta do golpe, só que do golpe de verdade, dado pelos violadores de direitos humanos e seus apoiadores.
Contra um ou outro que quebrou alguma coisa eles têm isso. Contra os malandros que inventaram delação para se safar eles têm a própria palavra sem fatos. Porém contra Bolsonaro e a grande maioria, eles nunca tiveram absolutamente nada de concreto. Fica o registro.
Guinada estonteante
Ela saiu da GN, mas a GN não saiu dela. "Guinada estonteante" foi o termo que Elaine Canhotede encontrou para descrever, no Ex-tadão, a aproximação que foi permitida pela silenciosa diplomacia do descondenado e resultará no inevitável abandono de Bolsonaro por Trump.
Que coisa! Nós vimos o Laranjão sancionar dona Vivi e vários outros um dia antes; vimos o discurso em que ele detonou nossas barbaridades judiciais antes de dizer que aquilo lhe doía porque tinha encontrado o simpático cachaceiro e combinado uma reunião com ele; e vimos o pavor dos surpresos petistas neste momento.
Mas foi tudo impressão nossa, seus subordinados devem ter sancionado o pessoal sem ele saber, Trump deve ter lido o discurso errado. E os petebas só fizeram cara de pavor para desviar a atenção do Bananinha e do Figueiredo, os dois malvadões que, segundo o Celsinho da Folha, têm enganado o ingênuo bilionário com suas mentiras.
Se ela acontecer, o resultado mais provável dessa reunião é Trump estuprar o Molusco e na saída lhe dar umas moedas para a condução. O que o "jornalismo" de Celsinhos e Elaines deverá vender como: "Acabou para Bolsonaro. Após horas de amor, Lule sai do encontro sorridente e com dinheiro na mão".
Não dá para saber se eles são tontos ou pensam que todos são, mas o nível a que essa gente chegou é realmente fantástico. Além de se entregarem como no editorial da Folha, os caras não conseguem criar uma história coerente, vão deixando pedaços de material pelo caminho e apresentam um troço cheio de furos como resultado final.
Mas tudo bem se lhes falta concretude, nós não padeceremos do mesmo mal. Literalmente; como TheClub22 também é cultura, iniciemos a semana homenageando a senhora dos disjuntores com um poeminha concretista de nossa lavra:
Guinada estonteante
Que nada estonteante
tonta
estou te ante
Estou ante nada
Que tonta!
Imagem: Tela da paulista Judith Lauand (1922-2022), artista plástica concretista.

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