Bastaram algumas palavras de Donald Trump para nossa mídia esquecer do tarifaço e das punição por desrespeito aos direitos humanos. Após perderem a desculpa do "ele não quer nos ouvir" e verem a bola do diálogo ser jogada para seu chefe, os militantes de redação estão em compasso de espera, sem saber para que lado se mover.
Trump, que no dia anterior havia ampliado o uso da Lei Magnistsky contra o outro ídolo de nossos militantes de redação, fez pesadas críticas ao que acontece por aqui antes de afagar a vaidade do descondenado. Mas como criticá-lo se há uma expectativa de acordo no ar?
Por outro lado, também não dá para elogiá-lo. Talvez o Molusco conclua que é melhor fugir da reunião e seja necessário inventar uma desculpa. Talvez ele tente encarar e acabe sendo publicamente humilhado. Em ambos os casos se tornaria necessário atacar com mais vigor o americano.
Assim, em termos políticos, eles precisam aguardar. Mas resta seguir o barco dos coleguinhas americanos e apelar para questões culturais como a censura à imprensa promovida por Trump ou sua campanha contra a ciência e produtos como o Tylenol.
Você vai ler as notícias e tem até outdoor do inglês The Guardian contra o homem, mas no mundo dos fatos a "censura" é feita de críticas à parcialidade de alguns veículos e de um processo que ele move contra empresas de comunicação que editaram entrevistas para prejudicá-lo na eleição e já reconheceram isso em acordos judiciais.
Com o Tylenol é pior ainda. Estudos que não têm nada a ver com Trump reconhecem o risco do produto causar autismo em bebês em gestação. Mas as redes agora estão cheias de grávidas que se filmam ingerindo o produto porque o presidente recomendou não fazê-lo e a imprensa garantiu que ele está errado.
Parcialidade criminosa
Só para dar um exemplo recente, tente encontrar alguma notícia sobre os controladores do Youtube que confessaram ter censurado usuários a pedido do governo Biden durante a última eleição americana. Quanto ao Tylenol, a parte mais interessante do print abaixo é a mudança de posição da Reuters, uma agência tida como séria:


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