domingo, 14 de setembro de 2025

Defensores do amor

O Ex-tadão agora quer pacificar o Brasil. Para tal, segundo se lê em um de seus editoriais, cada parte do país precisa dar sua contribuição. O STF, por exemplo, deve deixar de ser político, embora ele seja muito pouco, quase nada, e a condenação de Bolsonaro tenha sido totalmente técnica.

A esquerda precisa esquecer Lule e parar de se ver como a detentora de todas as virtudes em luta eterna contra os malvados que não as têm. E aquilo que o jornalão chama de direita deve reconhecer que anistia não pacifica nada e escolher outro nome para substituir Bolsonaro.   

A Folha participa do esforço com um artigo em que a ombudsman reconhece as reclamações de leitores bolsonaristas e outra "pesquisa" em que a maioria é contra a anistia aos "golpistas". E o Globo quer que Bolsonaro escolha alguém para representá-lo como candidato rapidinho, antes de ser preso.

A pretensão a definir rumos para a nação é mais divertida que a pose de imparcialidade. Eles já deveriam ter se mancado definitivamente quando a Folha passou vergonha ao pedir para a população sair às ruas de amarelo, mas continuam se comportando como se ainda fossem realmente formadores de opinião.

De sincero em tudo isso creio que sobra o desejo de que o próximo presidente não seja Lule ou Bolsonaro, um resultado que poderia ter sido atingido se a eleição de 2022 tivesse sido limpa. Lule nunca mais concorreria e Bolsonaro estaria por concluir seu segundo mandato e não poderia se candidatar ao terceiro.

Como bônus, o STF se tornaria naturalmente mais equilibrado e o país não estaria na situação deplorável em que o lulopetismo o deixou. Mas isso seria democrático demais para o gosto dessa gente. Lule eles aceitam porque é um farsante, alguém que realmente represente o cidadão comum eles não conseguem engolir.

Também nos EUA

Não é só aqui, ecoando seus coleguinhas americanos, nossos jornais estão preocupados com a pacificação dos EUA. Lá também a culpa é de todo mundo, não de quem eles apoiaram e ainda apoiam. Como não querem reconhecer seus erros, ficam igualando tiros na cabeça de figuras nacionais com brigas paroquiais.   

O mais patético é Thomas Friedman, do NYT, para quem Trump deve chamar Obama e outros democratas para todos se abraçarem e declararem a necessidade de estancar o radicalismo à esquerda e à direita. Se mirar apenas nos radicais de esquerda, Trump não vai resolver o problema, garante o assustado jornalista.

Você poderia ter sugerido isso quando Biden estava no poder e tentaram prender ou matar Trump, não é mesmo Thomas? E tenha calma, vamos dar um tempo para ver se a dura na esquerda não vai mesmo resolver o problema.


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