O Consórcio não lhe deu o devido destaque por motivos óbvios, mas um dos fatos mais interessantes dos últimos dias foi o resultado obtido pelos mais de cem empresários brasileiros que contrataram uma dispendiosa consultoria local e viajaram até Washington para reclamar das tarifas pessoalmente.
Seguiram o conselho do desgoverno, que admitiu sua incompetência e mandou que eles se virassem. Falaram com a inútil embaixadora brasileira, com políticos democratas... e conseguiram ser afinal recebidos por Christopher Landau, "número 2" da diplomacia americana, vice de Marco Rubio.
Tudo isso para ouvir, na lata, que a possível diminuição das tarifas está vinculada ao retorno da justiça e da democracia entre nós, o que, como Trump já havia esclarecido, implica na anulação da farsa armada para tirar Bolsonaro das próximas eleições. Usem seu tempo para reclamar em Brasília, foi o recado transmitido aos viajantes.
Os caras continuam nos EUA por mais uns dias, mas a tentativa de abrir novos canais é só desculpa para as esposas que ficaram no Brasil. Eles já entenderam que a verdadeira putaria será com os políticos daqui. Ou a turma corrige as barbaridades em curso ou vamos ter cada vez mais problemas.
Banco pode quebrar
Também nos cantinhos, nossos jornais reclamam dos boatos que estariam causando uma corrida para encerrar contas no Banco do Brasil dos EUA. Mas quem gera o receio são os membros do STF que praticamente prometem ferrar os bancos para defender violadores de direitos humanos. Os correntistas só estão reagindo ao que veem.
Mistério americano
Passou igualmente batido o caso do senador Marcos do Val. Proibido de sair do país, ele viajou para os EUA com um passaporte americano cuja existência era desconhecida. Teve redes bloqueadas e foi obrigado a usar tornozeleira na volta. E logo depois essas medidas foram suspensas por quem as decretou.
O curioso é que o seu passaporte é da categoria S, dado secretamente a quem colabora com informações sobre grupos terroristas ou criminosos em geral, tipicamente delatores infiltrados nessas organizações. Por que esse documento foi concedido ao senador que até ontem parecia apenas uma figura folclórica? Eis o mistério.
Vai e volta
Em 1977, Carter assumiu o poder e passou a pressionar o Brasil pelo desrespeito aos direitos humanos. O governo Geisel e sua imprensa reagiram falando em soberania. Na época também havia a campanha do "pechinche", que o descondenado reviveu como "não compre se estiver caro". E a economia estava descendo a ladeira.
A diferença é que analfabetos ainda não podiam votar. E Landau e Brasília eram nomes de automóveis.

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