Eles podem ainda condená-lo, provavelmente o farão, mas tudo o que fizeram para tratar a perseguição a Bolsonaro como legal desabou com o voto de Luiz Fux. O processo contra o ex-presidente é um conjunto de nadas amarrados com coisa alguma. Não há roupa nova, só um alfaiate doentio e seus cúmplices, o rei está nu.
Entre os comparsas, nenhum está mais abalado que o "consórcio" de mídia. Sem ter como contestar qualquer ponto do detalhado voto do juiz de verdade, seus editoriais e colunistas se dedicam ao ataque ad hominem - um disse que Fux não lhe pagou uma aposta perdida! - e a encontrar aparentes contradições com votos anteriores.
As argumentações beiram a infantilidade. A mais usada é a de que Fux deveria ter condenado Bolsonaro porque condenou várias pessoas pelo 8/1. Bancando os ingênuos, eles fingem não saber que o tema agora em pauta é se Bolsonaro comandou aquelas pessoas ou não. Comandou? Há provas disso? É evidente que não.
Numa variação mais idiota, outros escrevem que, ao não condenar o presidente pelo 8/1, Fux criou um golpe que tem executores, mas não tem líderes. Ora, a manifestação poderia ter outro líder. E na verdade todos sabemos que não havia líder algum, as pessoas foram para lá como quem vai para a Paulista protestar.
De passagem, podemos observar como tudo nessa narrativa capenga se prende no final das contas a tratar os acontecimentos daquele dia fatídico como um autêntico golpe. Os coitados que caíram na armadilha petista e aceitaram o convite para se abrigar das bombas dentro do prédio pagaram (pagam) um preço alto demais.
Em outra linha de "raciocínio", se lê por aí que o voto de Fux favorece a acusação porque comprova que o julgamento de Bolsonaro não é um jogo de cartas marcadas. Num livro de história escrito por esses gênios não haveria complô contra César porque apenas 60 dos 900 senadores participaram de seu assassinato.
E também há quem tente desqualificar o voto de Fux dizendo que ele não é técnico porque coincide com a opinião de milhões de cidadãos comuns. Como se as bases do direito não fossem relativamente simples e uma pessoa normal e honesta não pudesse ver os absurdos praticados contra Bolsonaro.
É assim que reagiu o chorume em que se transformou a mídia brasileira. Você não encontra ninguém dizendo "olha aqui a prova de que Bozo mandou invadirem os prédios" ou coisa parecida. Nenhum deles consegue elogiar os suspensórios cravejados de diamantes ou outra peça do seu lindo vestuário, o rei está mesmo nu.
Hoje teremos o voto da madrinha da censura. Não é impossível que ela tenha à noite se olhado no espelho e concluído que não poderia se aproximar do fim da carreira com uma indignidade histórica. Mas é mais provável que ela abaixe outra vez a cabeça e faça o que os pilantras da turma lhe ordenaram.
Não importa, o feitiço já foi quebrado, a nudez que a maioria já via foi exposta publicamente e as reações dos militantes de redação só comprovam que não há como negá-la. O julgamento de Bolsonaro é uma farsa, o golpe é uma farsa. E os farsantes ainda receberão o que merecem.

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