É, amigos, acabou. A principal manchete de O Globo de hoje se baseia na pesquisa da petista Quaest para garantir que o povo brasileiro está cada vez menos "polarizado" e a maioria pensa que a prisão de Bolsonaro é "justa" e a Lei Magnitsky é "injusta". Acabou, Bozo. Deu pra ti, Trump. Vocês morreram.
Ecoando a voz do patrão, os quatro colunistas que aparecem acima da notícia nos oferecem mais informações. Lauro Jardim assinala que as redes não estão em polvorosa com a proximidade do julgamento de Bolsonaro. E Pedro Dória sustenta que o povo não quer sua anistia e ele nem seria o candidato mais forte da direita.
Quanto a Trump, Miriam Leitão diz que os governadores de direita deveriam assumir a culpa pelo seu tarifaço, não o desgoverno que faz o que é bom como pode. E Gabeira usa sua experiência para dizer que a Magnitsky é bobagem, pois ninguém precisa viajar para os EUA e Xandão viverá feliz pagando tudo com PIX.
Como as coisas mudam! Domingo foi o aniversário do dia em que um presidente se suicidou e se nota que isso faz parte do passado porque nenhum jornalão tocou no assunto. Já Bolsonaro e Trump morreram politicamente e a imprensa não fala de outra coisa. Eles devem ser um tipo de zumbi que assombra nosso jornalismo imparcial.
PIX de que banco?
Gabeira virou (ou finge ter virado) um velhinho meio gagá que solta bobagens como o PIX sem conta em banco ou a ideia de cada brasileiro conversar com seus amigos americanos para que estes convençam Trump a aliviar as sanções que estamos sofrendo. Mas depois ele copiará o artigo em seu X e será devidamente zoado por lá.
O mais canalha dos citados é Pedro Dória, que percebeu e tentou explicar a contradição entre dizer que algo morreu e só falar daquilo. Segundo ele a culpa é dos bolsonaristas, que fingem ainda ter importância, e dos petistas, que estimulam os inimigos porque é mais fácil derrotar Bolsonaro do que Ratinho Jr. Então tá.
Vergonha, vergonha
Uma vergonha o editorial do Ex-tadão de ontem, distorcendo conscientemente o que se quer com a impressão do voto e qualificando de "bobagem" o clamor pela segurança do processo eleitoral. O troco veio na forma das centenas de comentários enviados para o X do jornal.
Ninguém adota o voto eletrônico sem impressão a nível nacional além de nós e o Butão (em Bangladesh, também citado nessa lista, há outras opções). Até na Venezuela nós sabemos que a eleição foi fraudada porque há impressão do voto. Por que a civilizada Europa não aceita o sistema buto-brasileiro?
Os argumentos são inúmeros, não há como honestamente defender que uma nova camada de segurança vá prejudicar uma eleição. Alguns cínicos ainda tentam dizer que é para não gastar demais, como se isso os preocupasse. Mas a verdade é que o único motivo lógico para alguém ser contra o voto auditável é o desejo de fraudar a eleição.

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