Pode ser apenas coincidência, mas aquele senhor internacionalmente sancionado por desrespeitar os direitos humanos só decidiu atacar oficialmente o pastor que sempre o chamou de "ditador da toga" depois que o antigo presidiário desistiu, poucos dias atrás, de "conversar com os evangélicos".
É como se eles tivessem concluído que a grande maioria desse pessoal evangélico não vai mesmo votar neles e, portanto, o braço jurídico do regime está livre para inventar acusações contra um de seus líderes como faz com qualquer outro brasileiro. Tanto faz se eles perderem mais um pequeno percentual desse segmento.
A outra opção é que, com os nervos à flor da pele após o início das sanções, os líderes e defensores do regime estão se deixando levar pelo ódio impotente que devotam ao deputado Eduardo Bolsonaro (citado na denúncia contra Malafaia) e fazendo contra quem está no Brasil o que gostariam de fazer com ele.
Representando esse pensamento, uma militante de redação como Vera Cagalhães acusa hoje o antigo fritador de hamburguer de "conspirar contra o país" e pede que os poderes deem uma resposta uníssona, sem "condescendência", a "quem se acha inatingível a ponto de fazer ameaças ao presidente da Câmara".
Para a blogueira, cujo ódio escorre da tela, o problema de fundo é que os EUA não souberam responder aos seus golpistas como os democratas brasileiros e agora, com Trump no poder, se consideram no direito de ameaçar quem sabe mais de democracia do que eles, colocando em risco nossa economia e a segurança nacional.
Num dos trechos mais divertidos do seu texto, ela se sente na obrigação de dizer que defende a lei e consegue escrever que nossa Constituição "nos dá mais instrumentos para proteger a democracia" do que aquela carta velhinha dos EUA, "assegurando os direitos em praticamente todas as áreas da vida nacional".
Tudo bem, Veroca, não vamos nem discutir sua análise comparativa, mas de que parte da Constituição moderninha você tirou a lei que pune a opinião de um deputado autoexilado sobre o digno presidente da Câmara? E como você vai fazer para essa lei, que imagina existir, atingi-lo?
Esse é o verdadeiro problema de fundo, o que os deixa tão nervosos. Eles não podem fazer absolutamente nada contra quem está no exterior. Mas quem está lá e é amigo de quem sanciona criminosos internacionais pode fazer contra eles. Não tem jeito, Invera, só lhes resta rosnar e se vingar contra quem está aqui dentro.

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