Tente lembrar de alguma vez em que Paulo Guedes atribuiu uma dificuldade aos então opositores do governo ou à sua herança maldita. Deve ter acontecido ocasionalmente, mas o sujeito sabia que a oposição existe para se opor e ele estava lá para resolver problemas, não para narrar sua suposta origem.
Tente agora lembrar de alguma vez em que Taxxad não fez isso. Desonesto como seu chefe, o pintor de ciclovias não passa um dia sem culpar alguém pelos problemas que enfrenta. E a de hoje é dos bolsonaristas, que "estão atacando o Banco do Brasil" ao defenderem, nas redes, que correntistas saquem o dinheiro depositado na instituição.
Alguma menção ao obeso ministro que colocou a credibilidade do banco em xeque ao ameaçar obrigá-lo a não cumprir as sanções da Lei Magnitsky? Nenhuma, a culpa é de quem procura defender seus caraminguás contra o fanatismo dos apoiadores da violação de direitos humanos.
Pior que o desgoverno é o jornalixo que se acorrentou aos seus abusos e às suas narrativas. Seguindo a linha do ministro na Folha de hoje, Vinicius Torres Freire se mostra igualmente descontrolado e anuncia que o "bolsonarismo agora começa a dar tiros em bancos e na estabilidade financeira do país".
E não só isso. Concluindo seu texto, o colunista recorda que "o bolsonarismo é defesa da ditadura, tortura, genocídio indígena, ameaça de estupro; é o morticínio da epidemia, promessas públicas e tentativas de golpe, conluio contra exportadores e, agora, crimes contra o sistema financeiro".
Pois é, Vivi, o único problema é que, para não ir muito longe, vocês são a ditadura e a tortura reais, matam mais índios do que ninguém e deram o verdadeiro golpe em 2022. Além disso, você devia explicar melhor esse negócio de "promessas públicas". Se isso virar crime, não é bem Bolsonaro quem vai pegar prisão perpétua.
Ainda mais nervoso que Vivi está seu coleguinha Celso Rocha de Barros, para quem "os Estados Unidos não fazem mais parte do Ocidente democrático". Completamente alucinado, Celsinho se vê obrigado a inverter de vez a realidade para tentar fazê-la caber em sua narrativa militante.
E o pior é que o camarada escreve num jornal de circulação nacional, mas está desinformado, pois ainda nutre esperança de que os bancos brasileiros obedeçam ao democrático Dino e não cortem as contas dos violadores de direitos humanos sem que isso seja exigido pela lei brasileira ou pelos supremos que estão acima dela.
Já cortaram, Celsinho, já cortaram, a coisa não é como você está pensando. Não adianta ficar latindo porque essa caravana já passou. E não adianta querer fingir que o atual regime brasileiro é quem dá lições de democracia ao Ocidente. Você não percebe, mas vocês já estão ficando tão ridículos quanto o Maduro.
Até anteontem eles estavam gargalhando com arrogância, se achando donos do mundo, o desespero que se abateu sobre esses pilantras tem um só motivo. Você já agradeceu hoje pela existência de Donald Trump e da Lei Magnitsky?

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