quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Avalanches

"Bolsonaro é vítima de uma injustiça. Se você não entende isso, ou se sente incapacitado de admitir, lamento muito. Eu sou fiel à minha consciência." As palavras da jornalista Paula Schmitt, que certamente está longe de ser uma bolsonarista, tocam numa questão central de todo esse caso.

"Minuta do golpe", "reunião golpista", a atual "minuta do exílio", fulano disse isso, beltrano respondeu aquilo. Você pode dar as voltas que quiser em busca de um fato objetivo e vai acabar em algo próximo de "as velhinhas tentaram dar um golpe no dia 8 e foi Bolsonaro quem as mandou fazer aquilo".

Num processo que afronta  qualquer noção de justiça, repleto de irregularidades e conduzido por alguém já reconhecido e punido internacionalmente como violador dos direitos humanos, a ausência de crimes reais é substituída por uma avalanche do que poderíamos chamar de nada mais que fofocas.

Claro que a situação de Bolsonaro é mais escandalosa porque o juiz acumula o papel de acusador, mas a tática não é original e foi, para dar um exemplo, recentemente utilizada contra o comediante Marcius Melhem. A avalanche que o atingiu era de falsos testemunhos, mas o objetivo era o mesmo: transmitir a impressão de que, com tantas acusações, ele só podia mesmo ser culpado. 

Há uma diferença abissal entre esses casos e o do sujeito que atirou contra o caminhão do lixo e matou um gari, igualmente recente. Você não precisa juntar pessoas que jurem que o atirador não prestava ou divulgar conversas particulares em que ele solta palavrões, não precisa criar avalanches de nada.

Quando se tenta soterrar a análise objetiva dos pontos fundamentais sob uma sucessão de factoides é porque se deseja conscientemente cometer uma injustiça. Se você não entende isso, ou se sente incapacitado de admitir, lamento muito.

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Passado o primeiro impacto de uma avalanche, as mentiras vão se derretendo sob o sol da exposição e o público precisa de uma nova dose do remédio. Essa é a missão do Consórcio, cúmplice ativo das injustiças cometidas contra Bolsonaro, e dos demais contratados para divulgá-las em grupos específicos.

Já é feio mentir, mas de vez em quando eles exageram. Foi o que aconteceu com a tal de Carolina Brígido, do Ex-tadão, que, a partir de um trecho em que ele dizia exatamente o oposto, escreveu que Eduardo Bolsonaro só queria a anistia para o seu pai e estava se lixando para os inocentes detidos no 8/1.

Ah, na correria a profissional se enganou, tirou a matéria do ar e se desculpou? Que nada, ainda está lá. Mas os seus colegas perceberam o engano e não o propagaram, certo? Errado, o picareta Gerson Camarotti repete a mentira na Globo. E o mesmo acontece até no X do MBL, linha auxiliar do PT.

Desconfio que muitos outros estão fazendo o mesmo, pelo jeito foi uma ordem que todos receberam. Mais deplorável que a situação desses divulgadores só a de quem é idiota a ponto de se deixar manipular por eles. Se você não entende isso, ou se sente incapacitado de admitir, lamento muito.


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